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  • 27fev

    DÍARIO DO PARANÁ/DERICK FERNANDES

    Os partidos da oposição venezuelana reunidos em torno da MUD (Mesa de Unidade Democrática) disseram que não irão participar de diálogo de paz proposta pelo presidente Nicolás Maduro e que começaria nesta quarta-feira (26/02).

    Após a escalada da violência no país, desatada após uma marcha opositora em Caracas terminar com três mortos e mais de 60 feridos, o chefe de Estado propôs a criação de uma “conferência de paz” no sábado (22/02).

    Capriles: "Como alcançar a paz, como poder resolver uma situação de conflito? É preciso ter vontade, não se trata de reuniões"

    Capriles: “Como alcançar a paz, como poder resolver uma situação de conflito? É preciso ter vontade, não se trata de reuniões” – EFE

    Em carta, a MUD diz que não irá participar de um “simulacro de diálogo que irá desembocar em uma gozação com nossos compatriotas”.

    Assinado pelo secretário-executivo da MUD, Ramón Guillermo Avaledo, o texto afirma que o diálogo proposto pelo governo não tem as condições adequadas, devido à situação atual.

    “A situação do país é grave. Hoje a convivência está seriamente alterada pelos fatos conhecidos dos quais vocês e nós temos leituras divergentes e que, fundamentalmente, estão no âmbito de responsabilidade do governo”.

    “Mas o quadro econômico e social é ainda mais exigente que essa crise aguda de protestos e repressão desmedida com a participação de civis armados convocados pelas autoridades”, aponta a carta.

    A MUD ainda exige que, para acontecer um diálogo, existem condições, com uma conversa estabelecidade em termos “previamente determinados, com uma agenda de assunto relevantes ao interesse nacional e com a participação de um terceiro de boa fé, nacional ou internacional, que facilite, garanta, e, se necessário, medie, para que esse diálogo seja frutífero. Essa é nossa vontade e essa é nossa proposta. O Executivo Nacional tem a palavra”.

    Opositores que montavam barricadas no bairro de Altamira, no município de Chacao, na Venezuela - EFE

    Em entrevista dada a uma rádio, Henrique Capriles, governador do Estado de Miranda e um dos dirigentes opositores, afirmou que “o governo fala de diálogo, fala de paz, mas não pode ser um apelo vazio, sem conteúdo”.

    “Como alcançar a paz, como poder resolver uma situação de conflito? É preciso ter vontade de fazer, não se trata de reuniões nem de ir ao Palácio de Miraflores para ficar bem na fotografia, ou escutar um discurso”.

    Reação

    Após a divulgação da carta, o presidente da Assembleia Nacional, o chavista Diosdado Cabello, escreveu em sua conta no Twitter:

    “Confirmado: a MUD não quer paz, decidiram não comparecer ao convite do companheiro Presidente, só o que os move é o cálculo politiqueiro”.

    Em seguida, ele afirmou: “Como uma palavra tão linda: PAZ, provoca tanta reação de rechaço da dirigência opositora?. Fica claro que toda a MUD está no golpe”.

    No dia 22, Maduro convocou todos os setores sociais e políticos do país para que instalem uma Conferência Nacional de Paz, que seria colocada em andamento hoje.

    Publicado por jagostinho @ 08:31



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