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  • 23fev

    BLOG DO JOSIAS DE SOUZA

    INDECISOA oito meses da eleição presidencial, o futuro está nas mãos dos indecisos. É isso o que informa o último Datafolha, divulgado neste sábado.

    É enorme a importância dos indecisos. Dependendo da decisão que eles tomarem, tudo pode acontecer em 2014, inclusive nada.

    Desde novembro, a coisa mudou pouco, muito pouco, pouquíssimo. Dilma Rousseff (47%) continua bem à frente de Aécio Neves (17%) e Eduardo Campos (12%). Seria reeleita no primeiro turno, certo? Sim, mas a conclusão é precária.

    Por quê? A pesquisa exibe um retrato provisório de uma cena em movimento. Considerando-se o principal cenário, a sondagem informa que 24% dos eleitores ainda não escolheram um candidato.

    Conforme a movimentação dessa gente, Dilma pode virar um foguete inalcançável (improvável) ou pode ceder o segundo turno a um de seus rivais, Aécio ou Campos (mais provável).

    Dos 24% que ainda não se apaixonaram por nenhum candidato, 6% dizem que não sabem em quem votar. Entre agosto e setembro, esse eleitor tomará um rumo.

    Outros 18% afirmam que votarão em branco ou anularão o voto. A história indica que esse percentual será muito menor no dia da eleição.

    Na sucessão de 2002, brancos e nulos somaram 10,38%. Em 2006: 8,41%. Em 2010: 8,64%. Esse ambiente, digamos, gelatinoso, não é bom para Dilma.

    Não há brasileiro que a desconheça. Para figurar na primeira página, para aparecer no Jornal Nacional, basta que a presidente dê um espirro.

    Seus antagonistas, ainda pouco manjados fora de suas províncias, plantam bananeira… e ninguém os nota.

    O jogo tende a se equilibar a partir de junho. Pela lei, os meios eletrônicos de comunicação terão de democratizar a vitrine, abrindo espaço para todos.

    Em agosto, com a Copa do Mundo no retrovisor, começa a propaganda eleitoral. Se os opositores de Dilma tiverem o que dizer…

    Se a economia desandar… Se… No momento, as equipes de campanha deveriam se concentrar nos indecisos. De novo: o futuro depende deles.

    Não é difícil descobrir o que desejam: mais respeito e muito mais decência. Serviços públicos menos africanos. De resto, os candidatos talvez devessem considerar a hipótese de incluir nos seus programas de governo iniciativas voltadas espeficicamente para os indecisos.

    Por exemplo: banheiros públicos com bonequinhos de homem e de mulher na mesma porta. Exagero? Ora, um sujeito que vive na era da informática e ainda não superou o seu drama hamletiano —Dilma or not Dilma, Aécio or not Aécio, Campos ou not Campos—… um sujeito assim não pode ser submetido a decisões drásticas.

    Exigir dele que se posicione no mundo é muita crueldade.

    Publicado por jagostinho @ 11:44



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