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  • 22fev

    UOL/INTERNACIONAL

    Em imagem de arquivo datada de 21 de março do ano passado, David Ranta (à direita), ao lado do advogado Pierre Sussman, é declarado inocente pela Justiça de Nova York (EUA), após passar 23 anos preso acusado de um assassinato que não cometeu

    Em imagem de arquivo datada de 21 de março do ano passado, David Ranta (à direita), ao lado do advogado Pierre Sussman, é declarado inocente pela Justiça de Nova York (EUA), após passar 23 anos preso acusado de um assassinato que não cometeu

    Um americano que ficou preso por 23 anos acusado de um assassinato que não cometeu, mas por um erro judicial, vai receber US$ 6,4 milhões de indenização da cidade de Nova York (EUA), após ser declarado inocente, em março do ano passado.

    O acordo foi firmado antes mesmo de que uma ação judicial de direitos civis fosse proposta pedindo US$ 150 milhões, informa nesta quinta-feira (21) o jornal “The New York Times”, citando advogados da vítima.

    David Ranta, 58, foi condenado injustamente pelo assassinato de um rabino na década de 90, durante um roubo, graças a um erro judicial induzido pelo trabalho investigativo falho do detetive Louis Scarcella, suspeito de ter inventado relatos e coagido testemunhas e informantes.

    Ranta é o primeiro de uma série de pessoas que podem ter sido condenadas e presas injustamente com base em erros judiciais pelo trabalho de Scarcella e que, agora, começam a ser indenizadas pela Justiça de Nova York.

    “Apesar de nenhum valor em dinheiro poder compensar os 23 anos que ele passou na prisão, este acordo lhe permite a estabilidade necessária para voltar a viver”, afirmou o advogado Pierre Sussman. Sussman adiantou ainda que vai buscar, agora, uma indenização do Estado.

    Detetive orientou testemunha a mentir

    O assassinato do rabino Chaskel Werzberger, em 1990, com um tiro na cabeça durante um assalto, comoveu a comunidade judaica de Williamsburg, no bairro do Brooklyn.

    Ranta foi preso em 1991 após provas testemunhais o indicarem como autor do crime.

    Mas, anos depois –o jornal “The New York Times” não precisa o tempo– uma das testemunhas do caso revelou que foi orientada à época pelo detetive do caso a acusar o homem “de nariz grande” –Ranta era o único suspeito que se encaixava nessa descrição.

    Foi quando investigadores resolveram ir atrás de outras duas testemunhas, que também acabaram confessando que mentiram em juízo.

    As descobertas somadas a afirmações de David Ranta de que o detetive Scarcella deu testemunho falso à Justiça de que teria colhido sua confissão –algo que nunca ficou comprovado– fizeram com que Scarella fosse acusado de inventar confissões e coagir testemunhas e informantes.

    Publicado por jagostinho @ 18:51



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