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  • 17fev

    FOLHA.COM

    ARTIGO POR ELIO0 GASPARINo final do ano passado a banca fez uma ofensiva sobre o Supremo Tribunal Federal capaz de dar inveja às tropas do marechal Zhukov durante a Segunda Guerra.

    Queriam derrubar o pleito dos poupadores tungados nos planos econômicos da época da hiperinflação.

    Quem tinha mil cruzeiros novos (a moeda de então) na poupança em janeiro de 1989 deixou de receber 204 cruzeiros por causa da mudança do indexador. Esse dinheiro vale hoje R$ 880.

    Por mais de uma década a banca fez de tudo, inclusive manobras tenebrosas no Supremo. Quando chegou a hora do julgamento, apareceu um número mágico: se os tungados prevalecessem, os bancos perderiam R$ 150 bilhões e iriam à breca.

    Outro cálculo falava em R$ 600 bilhões e o procurador-geral do Banco Central chegou a mostrar uma conta de R$ 1 trilhão. Os interesses da banca chegaram a produzir um manifesto de 13 ex-ministros da Fazenda.

    Cinco signatários tinham em suas biografias a glória de terem co-patrocinado a ruína da hiperinflação. Falavam com a autoridade do fracasso.

    O julgamento do Supremo foi adiado e recomeçará no fim do mês.

    A repórter Karin Sato revelou que uma equipe de economistas do Banco Credit Suisse estimou que a pancada da devolução do dinheiro tungado está longe dos R$ 150 bilhões. Ficaria entre R$ 8 bilhões e R$ 26,5 bilhões.

    Há um aspecto relevante nessa iniciativa. Ela não se destinou a decifrar arcanas questões do direito, nem a defender o andar de baixo, mas a orientar grandes investidores internacionais.

    Se houvesse um risco de R$ 150 bilhões, os grandes bancos brasileiros estariam vulneráveis e seria arriscado comprar suas ações. É o contrário.

    O Credit Suisse informa que “a preocupação com o resultado do julgamento do Supremo Tribunal é exagerada e, a nosso ver, cria uma oportunidade de compra (de suas ações)”.

    Beleza de situação: banca cria o pânico e, se o Supremo vota com ela, tudo bem.

    Se acontece o contrário, meia dúzia de maganos do mercado financeiro que conhecem os números alegram-se com a queda do valor da ações, compram-nas e ganham um dinheirinho fácil.

    Publicado por jagostinho @ 09:19



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