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  • 27jan

    VEJA.COM

    Sem comentar os protestos que ocorreram no Brasil no sábado, a presidente Dilma Rousseff deixou pelas portas do fundo o hotel em que se hospedava em Lisboa e embarcou na manhã deste domingo, 26, para Havana, capital cubana.

    Dilma e sua comitiva passaram o sábado em Portugal, ocupando um total de 45 quartos de dois dos hotéis mais caros de Lisboa, com um custo total de 71.000 reais, segundo informou a agência Estadão Conteúdo.

    A presidência optou por não usar o palácio do século XVII mantido pelo governo brasileiro e que serve de embaixada em Portugal por indicar que o local não comportaria a delegação.

    No sábado, enquanto os protestos ocorriam em várias cidades, ela jantava em um restaurante com estrela pelo Michelin, a referência da boa gastronomia no mundo.

    A viagem estava sendo mantida em sigilo e apenas foi explicada depois que reportagem do jornal O Estado de S. Paulorevelou o momento em que Dilma entrou num hotel da capital portuguesa.

    A suíte em que ficou hospedada a presidente tem diária com preço de tabela equivalente a 26.000 reais.

    No sábado, às 9h35 (horário de Lisboa), o comboio que levaria a presidente do hotel ao aeroporto foi obrigado a entrar em uma garagem pública que dá acesso ao hotel.

    Enquanto um dos funcionários lavava carros sem saber o que ocorria, os seguranças realizavam a operação para driblar os jornalistas e impedir que a presidente tivesse contato com a imprensa que a aguardava.

                                                                                                               

    Dilma Rousseff à saída do restaurante Eleven, Lisboa,onde foi jantar neste sábado

    Dilma Rousseff à saída do restaurante Eleven, Lisboa,onde foi jantar neste sábado – Expresso

    Jantar ao Tejo 

    Na noite de sábado, diferentemente do que havia informado o Palácio do Planalto,Dilma saiu para jantar no elegante restaurante Eleven, com vista para o rio Tejo.

    O Planalto havia informado que a presidente estava “dormindo”, enquanto outros assessores indicavam que “desconheciam” qualquer plano de saída da presidente.

    No entanto, uma foto publicada no jornal português ‘Expresso’ de ontem deixou a comitiva sem explicações.

    Na foto, Dilma está saindo do luxuoso restaurante, acompanhada pelo embaixador do Brasil em Portugal, Mario Vilalva.

    O ministra Helena Chagas, chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, também aparece na foto.

    Pode-se ver um dos seguranças e o próprio embaixador carregando uma sacola com garrafas de vinho.

    O restaurante é um dos melhores de Portugal e um dos poucos no país classificado com estrela Michelin.

    Dilma esteve na Suíça desde quinta-feira, 23, e, sexta-feira, 24, foi uma das palestrantes no Fórum Econômico Mundial, em Davos.

    O próximo compromisso da presidente é a inauguração de um porto financiado pelo Brasil em Cuba, nesta segunda-feira, 27.

    Oficialmente, a explicação para a parada em Portugal é a de que o avião da FAB não teria autonomia para viajar entre Zurique e Havana.

    Mas o Planalto não explica nem porque a visita foi mantida em sigilo nem porque o abastecimento do jato não poderia ter ocorrido com a comitiva dentro do avião, algo que levaria cerca de uma hora.

    Publicado por jagostinho @ 09:12



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