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    Mario Celso Petraglia falou pela primeira vez após a vista da Fifa em Curitiba (Foto: Fernando Freire)

    Mario Celso Petraglia falou pela primeira vez após a vista da Fifa em Curitiba (Foto: Fernando Freire)

    O presidente do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia, culpou o governo do estado do Paraná e a prefeitura de Curitiba pelos atrasos nas obras da Baixada.

    Em entrevista dada através da rádio oficial do clube, nesta quinta-feira, ele disse que os problemas foram causados pelo não cumprimento dos acordos feitos para o financiamento da obra.

    Petraglia ainda disse que a ampliação do número de funcionários dependerá de mais aporte financeiro e informou que a instalação do gramado começa nesta sexta-feira.

    Um jogo treino ou teste de gramado, conforme ele, não será realizado por determinação da Fifa.

    É a primeira vez que o presidente do clube fala após a visita da Fifa a Curitiba, na última terça-feira, que definiu um prazo até o dia 18 de fevereiro para que a Arena da Baixada avance.

    O secretário da Fifa, Jerôme Valcke, ainda determinou que uma comissão seja criada para acompanhar as obras, além da ampliação do número de trabalhadores e implantação de um terceiro turno.

    Nesta quinta-feira, em entrevista coletiva no Rio de Janeiro, Valcke ainda afirmou que espera a Arena pronta no mês de abril.

    Petraglia concedeu a entrevista em tom desabafo e se disse cansado. Ele culpa a dificuldade em receber os valores das obras para dar continuidade.

    Segundo ele, o compromisso tripartite de pagamento das obras com o poder público é toda a origem das dificuldades.

    – Só faltou uma coisa para que esse estádio não estivesse pronto desde o começo. O compromisso do governo do estado e prefeitura. O tripartite não foi cumprido. Não quero culpar A, B ou C, mas a realidade é que, sem caixa não se dá tranquilidade a fornecedores, não paga funcionários, não cumpre a programação e com isso gera instabilidade, insegurança e uma falta de credibilidade é muito grande.

    Petraglia ainda atribui a contratação de mais funcionários para agilizar as obras à necessidade de mais dinheiro. O presidente não falou quanto será preciso.

    – Como o secretário de governo da prefeitura vem dizendo que vão incrementar com mais 500, 600 homens? Gente, é brincadeira. Nós estamos abertos, mas não se brinca. Só se incrementa com caixa. A contratação de mais 600, 700 homens isso é fantasia. Como se paga no fim do mês se não tiver caixa. Com quê segurança e credibilidade o empreiteiro vai colocar mais funcionários.

    A determinação da criação de uma comissão com membros da prefeitura, governo do estado e Comissão Organizadora Local (COL), anunciada por Valcke, foi ironizada por Petraglia.

    Segundo ele, já existem vários fiscais na obra e que a ajuda só chega quando faltam 10% da obra a ser concluída, segundo ele.

    – Agora, faltando 10% por falta de recurso, vem e estabelece. Não há nenhuma dificuldade. Pode colocar quem vocês quiserem. Vendilhão do templo e inimigos não vou aceitar. Agora, ajuda, nesta hora, dizendo que vem acelerar as obras.

    Por fim, Petraglia admitiu que o andamento das obras não seria suficiente para entregar a Arena da Baixada a tempo da Copa do Mundo.

    Ele confirmou que o engenheiro da Fifa, Charles Botta, vistoriou as obras e chegou à conclusão que não haveria tempo suficiente.

    – Desde terça da semana passada, quando o diretor de estádios da Fifa,o  engenheiro Charles Botta, com sete copas do mundo nas costas, mais de 80 estádios , com toda a razão, ele notificou que a obra de Curitiba não sairia. E não sairia mesmo por que, sem dinheiro não tem obra. Sem garantia, não tem financiamento.

    O Atlético-PR recebeu R$ 39 milhões do Governo do Paraná no mesmo dia da visita da Fifa, mas precisou dar os direitos de transmissão de seus jogos como garantia até 2018.

    Segundo, Petraglia, esse valor também será dividido com os poderes públicos. 

    – Sobre as receitas, nós demos de garantia provisoriamente até que a promessa do governo, do prefeito, do secretario, de buscar a solução tripartite. Como isso leva um tempo, como eles têm dificuldades burocráticas, como o poder público não tem poder do dia para a noite. O Atlético-PR, mais uma vez, confiou na palavra.

    Publicado por jagostinho @ 09:32



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