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  • 23jan

    Do iG

    Uma nova maneira para medir a audiência da internet promete transformar o mercado de publicidade online.

    O iG e a WebSpectator apresentaram em seminário, nesta terça-feira, em Brasília, a primeira rede de publicidade digital em tempo real, voltada a publishers, profissionais de mídia e agências de publicidade.

    A nova métrica desenvolvida pela WebSpectator, que acaba de ganhar certificação internacional, permite medir a exposição efetiva de tempo da publicidade virtual.

    A expectativa é garantir mais efetividade e lucros a publicadores e anunciantes. O mercado, segundo especialistas, precisa de critérios mais aprimorados para medição de audiência.

    “Chegou a hora de métricas fortes para a internet. O crescimento da internet vem mudando o cenário da comunicação. Já estávamos direcionando um volume muito maior de investimentos para a internet do que nos anos anteriores”, afirma a ministra da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Helena Chagas, que esteve presente no encontro.

    Alan Sampaio / iG Brasília

    Helena Chagas: ” O crescimento da internet vem mudando o cenário da comunicação.”

    A ministra diz que a definição de métricas eficientes e confiáveis ajuda no investimento de recursos públicos em publicidade.

    Em 2010, 2,57% do orçamento para publicidade da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) foi destinado a anúncios em internet.

    Em 2013, chegou a 10,7%. A meta é atingir 15% em 2014. “Precisamos de critérios muito corretos para uso do dinheiro público”, comenta.

    A nova métrica apresentada pela WebSpectator baseia-se na tecnologia GTS (Garantia de Tempo de Exposição).

    A ferramenta permite saber, em tempo real, exatamente por quanto tempo um internauta visualizou um anúncio online. Dessa forma, o anunciante passa a ter a oportunidade de medir o retorno de seu investimento em publicidade online.

    Desde janeiro de 2013, a métrica estava em processo de certificação no Media Rating Council.

    O MRC reúne 140 empresas de mídia dos Estados Unidos e audita os critérios de medição, por exemplo, dos números do Google, Ibope, ComScore e Nielsen.

    Na apresentação que fez durante o lançamento da nova ferramenta, Helena Chagas apoiou-se em resultados de pesquisa feita pelo Ibope a pedido da Secretaria de Comunicação Social sobre os hábitos de consumo de mídia dos brasileiros.

    Os dados mostram que a internet só perde para a televisão como primeira fonte de informação das pessoas.

    Dos 18 mil entrevistados, 12% disseram que preferem a internet e 78%, a televisão.

    A rede foi colocada como segunda fonte preferida de 17% do total e como terceira fonte de 9%.

    Os jornais impressos aparecem como fonte inicial de informação de 1% da população.

     
     Seminário aconteceu nesta terça-feira (21), em Brasília. Foto: Alan Sampaio / iG Brasília
    Os dados corroboram a percepção dos demais palestrantes e debatedores do seminário: a internet está crescendo e se tornando um negócio cada vez mais rentável.
    A participação da rede no investimento publicitário passou de 5,6% em 2005 para 20,6% em 2013, colocando-a como segundo maior meio de investimento segundo Luciana Schwartz, diretora de Marketing e Inteligência de Mercado do iG.
    “A internet deixou de ser uma aposta do futuro”, ressalta.

    Mais eficiência e precisão

    No entanto, o crescimento do mercado traz novos desafios para vencer a insegurança dos anunciantes.

    Rafael Mora, executivo da WebSpectator, destaca que as métricas atuais usadas pelos veículos para vender anúncios não garantem efetividade.

    Os cliques e as visualizações únicas, por exemplo, já não são suficientes porque não garantem eficiência. Mora lembra que não havia sequer arquitetura tecnológica possível para mudar esses aspectos.

    “Existia e existe uma ideia de que quando se investe dinheiro na internet é desperdício. E porque há mesmo muito desperdício: 40% ou 50% dos anúncios digitais não são vistos”, avalia.

    O executivo ressalta que essa realidade não “combina” com o atual crescimento da internet e, por isso, novas métricas são necessárias.

    A nova metodologia apresentada pela WebSpectator torna os negócios mais transparentes. Ao contrário de perder renda, os criadores garantem que será possível ampliá-las.

    O anunciante tem garantias do investimento feito, só paga pelo anúncio visto e o portal que oferece o anúncio pode aumentar a quantidade de publicidade oferecida.

    O iG foi o primeiro portal a adotar a tecnologia fornecida pela WebSpectator.

    “A nova métrica não é boa só para o iG. Esse é um marco para a maturidade da internet. O meio precisa de critérios mais confiáveis e transparentes”, pondera André Chaves, presidente do iG.

    Para ele, esse é um caminho irreversível. “Já podemos ver o retorno financeiro”.

    “Essa é só a ponta do iceberg, porque poderemos direcionar publicidade de acordo com o perfil do usuário, criar mídias mais interativas e criativas”, garante. 

    Publicado por jagostinho @ 14:45



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