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    AGÊNCIA O GLOBO

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    Dados do CNJ mostram ainda que, entre os 13.803 cartórios do país, 4.967 têm titulares que não foram aprovados por concurso. Situação é considerada ilegal.

    Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelam que, em apenas um semestre, 13.233 cartórios brasileiros arrecadaram R$ 6 bilhões.

    O levantamento exclui 570 cartórios, que não informaram seus rendimentos ao CNJ. Ao todo, o país tem 13.803 cartórios.

    Em média, no período informado, os cofres de cada estabelecimento engordaram R$ 453 mil.

    O cartório mais rentável do país é o 9.º Ofício de Registro de Imóveis do Rio. Em seis meses, ele recebeu R$ 48,5 milhões.

    Em segundo lugar está o 11.º Ofício de Registro de Imóveis de São Paulo, com R$ 44,1 milhões em um semestre.

    O terceiro colocado é o Serviço Registral de Imóveis e Títulos de Primavera do Leste, em Mato Grosso. O rendimento em seis meses foi de R$ 33 milhões.

    Os números mostram a arrecadação dos cartórios com base nas últimas informações enviadas ao CNJ pelos estabelecimentos.

    Há números referentes ao segundo semestre de 2013, mas também, em alguns casos, de períodos anteriores.

    A projeção dos ganhos dos cartórios em um ano (R$ 12 bilhões) corresponde à metade do gasto anual com o Bolsa Família.

    O dinheiro amealhado pelos cartórios anualmente é também maior que os US$ 4,5 bilhões (R$ 10,5 bilhões) que o governo federal pagará pelos caças suecos.

    Para comparação, o orçamento do Supremo Tribunal Federal para 2014 é de R$ 564 milhões.

    Sem concurso

    O levantamento também revela que, dos 13.803 cartórios do país, 4.967 têm titulares que não foram aprovados por concurso público.

    A situação é considerada ilegal pelo CNJ. Em junho de 2009, o plenário do conselho determinou por resolução a obrigatoriedade de titulares de cartórios serem escolhidos por concurso público — um dispositivo da Constituição Federal de 1988 que encontra resistência para ser cumprido.

    Antes de 1988, os titulares dos cartórios eram escolhidos e nomeados pelo Poder Executivo.

    Os cartórios em situação regular somam 7.823. Os 1.013 restantes não têm situação definida no banco de dados do CNJ.

    É possível constatar que os cartórios em situação regular são mais rentáveis: em média, R$ 620 mil por estabelecimento por semestre, contra R$ 183 mil dos irregulares.

    Indefinição

    Em 2009, o então corregedor do CNJ, ministro Gilson Dipp, apresentou ao plenário duas resoluções para disciplinar o serviço notarial. Ambas foram aprovadas.

    A primeira declarou vagos todos os cargos ocupados sem concurso público. A resolução dava aos Tribunais de Justiça 45 dias para providenciar o concurso.

    A outra resolução ditava as regras dos concursos.

    Mas, titulares de cartórios entraram na Justiça com pedidos de liminares para continuar nos cargos e muitos conseguiram. Por isso, o quadro hoje é indefinido.

    AGÊNCIA O GLOBO

    Publicado por jagostinho @ 16:08



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