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  • 11jan

    BLOG BERNARDO PILOTTO

    BOMBA RELÓGIONo dia 17 de junho de 2013, a então recém-formada Frente de Luta pelo Transporte foi recebida por membros do alto escalão da Prefeitura de Curitiba, que se diziam preocupados com a manifestação que ocorreria na noite daquele dia.

    A conversa não serviu para praticamente nada, pois os secretários presentes queriam mesmo era saber o trajeto da manifestação, o que acabou não sendo revelado.

    O mais incrível foi a afirmação, por diversas vezes, de que a Prefeitura apoiava os protestos. Neste momento, ficou evidente o cinismo daquela reunião, visto que os protestos, pela redução da tarifa do transporte coletivo, eram contrários a Prefeitura.

    Se esta apoiava os protestos, devia é se mexer e atender a pauta de reivindicação.

    O que aconteceu depois dessa reunião é mais ou menos conhecido por todos.

    E, passados mais de 6 meses daquele episódio, é possível perceber que, infelizmente, o cinismo permanece: no primeiro dia de 2014, em entrevista na rádio Band News, o prefeito Gustavo Fruet afirmou que o transporte coletivo na cidade é uma “bomba-relógio”.

     A afirmação é cínica porque Fruet fala como se não fosse o Prefeito, como se a solução para a “bomba-relógio” não passasse por suas ações enquanto chefe do Poder Executivo.

    Para Fruet, o problema do transporte ainda é de “terceiros”, como se ele não fosse o prefeito da cidade há mais de um ano.

    E, neste ano que passou, muitas foram as chances de Fruet tomar atitudes concretas para desarmar a tal bomba.

    De janeiro para cá, diversas auditorias e uma CPI da Câmara Municipal mostraram a inconsistência da licitação ocorrida há poucos anos, evidenciando que é preciso suspender esse processo, para que finalmente possamos ter um transporte coletivo de qualidade e com preço justo na cidade.

    Além de não atacar os problemas mais estruturais, a prefeitura padece de ações que poderiam gerar pequenos avanços: na hora do inverno, o “kit-frio” atrasou novamente, diversas linhas com trajetos semelhantes continuam passando com horários próximos e a dupla função continua a todo vapor, mesmo com uma Lei municipal a impedindo.

    Por outro lado, a prefeitura assiste calada a sua ampla base parlamentar aprovar a implementação do “ônibus rosa”, um evidente retrocesso.

    Mas, fundamentalmente, em 2013 tivemos grandes mobilizações populares em torno da pauta do transporte.

    A presença de milhares de jovens e trabalhadores nas ruas mostrou que uma medida radical por parte da Prefeitura seria amplamente apoiada pela população, o que certamente traria reflexos positivos para eventuais disputais judiciais.

    A entrevista de Fruet na Band News mostra que, ao optar por um lado e descer do muro, o prefeito deu as costas para a maioria da população e se aliou com os empresários do transporte.

    Por isso, só a mobilização popular poderá barrar o prometido aumento da tarifa para o mês de fevereiro e desarmar as outras bombas, garantindo uma situação mais estável para o transporte coletivo da cidade.

    Publicado por jagostinho @ 16:47



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2 Respostas

WP_Cloudy
  • Jorge Disse:

    As mobilizações populares exigiam redução de tarifa. A CPI da Câmara de Vereadores demonstrou cabalmente a possibilidade de redução de tarifa e estudos dos técnicos do Tribunal de Contas reforçam essa convicção.
    Do outro lado, isolados, estão os empresários do transporte coletivo, que se lambuzam de ganhar dinheiro há cinco décadas com licitações e concessões questionadíssimas, sempre com a bênção de vereadores dóceis, normalmente patrocinados pelos próprios empresários ou por suas empresas.
    E o Prefeito Fruet, o que faz? Vira as costas para a cidade e vai se abraçar com os empresários! Prefere enfrentar milhões de curitibanos a enfrentar uma única família, cujos tentáculos se espalham por todas as empresas de ônibus da cidade.
    Fico a pensar se é para isso que se elege um Prefeito.
    Acho que não.

  • Bernardo Pilotto Disse:

    Obrigado pela divulgação. Favor divulgar a fonte!

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