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  • 05dez

    repassando6

    CELSO NASCIMENTO/GAZETA DO POVO

    É frequente que governos em apuros declarem moratória – um ato unilateral, previsto na legislação, que lhes dá o direito de retardar ou parcelar o pagamento de dívidas.

    Sarney fez isso na Presidência em 1987; Beto Richa quando assumiu o Palácio Iguaçu em 2011; e também Gustavo Fruet, ao tornar-se prefeito, em janeiro.

    A justificativa foi sempre a mesma: os antecessores deixaram as finanças depauperadas e precisavam de um tempo para reorganizá-las.

    E então suspenderam pagamentos de fornecedores para, em seguida, em alguns casos, dividi-los em suaves prestações.

    Claro que isso tem preço: empresas que ficam sem receber passam a enfrentar dificuldades, deixam de pagar funcionários, paralisam obras e às vezes até vão à falência.

    Pior: rompe-se a confiança entre o governo e seus credores. Ou até, como lá no caso de Sarney, que deixou de pagar juros da dívida externa, os financiadores fogem.

    Pois bem: tudo isto para informar que, embora não tenha declarado formalmente a moratória do Paraná, na prática é quase a mesma coisa.

    Obras paradas, empreiteiras asfixiadas, hospitais sem repasses, viaturas da segurança de tanque vazio, telefones cortados, contribuições previdenciárias suspensas…

    A quanto monta a dívida, ninguém revela – mas há quem estime, talvez exageradamente, que chegue a R$ 3 bilhões.

    O sufoco, como sempre, acaba chegando aos elos mais fracos da corrente.

    Por exemplo: neste momento 4 mil trabalhadores de empresas de vigilância estão ameaçados de não receber o salário de dezembro, 13.º, abonos de férias e rescisões, segundo denunciam os sindicatos de trabalhadores e das empresas.

    De acordo com o presidente da federação dos trabalhadores, João Soares, já passa de três meses o atraso do governo junto às empresas, com reflexo para os empregados. O sindicato das empresas fala em R$ 12 milhões de atrasados.

    A saga dos depósitos

    Por falar nos seus apuros de caixa, o governo estadual acaba de inaugurar a terceira tentativa para recolher ao Tesouro parte dos depósitos judiciais tributários guardados pelo Tribunal de Justiça.

    Chegou nesta semana à Assembleia Legislativa um novo anteprojeto a ser votado às pressas para permitir ao estado acesso a 70% dos recursos.

    Não se sabe exatamente a utilidade de nova lei, já que há uma federal de 2006 e outra, assinada por Beto Richa, de 2012, que já davam plena capacidade ao estado de acessar o dinheiro.

    A batalha está sendo longa. Desde janeiro deste ano o governo tenta a mesma coisa – ora com a criação de um caixa único, ora requisitando também depósitos de particulares ou recorrendo ao CNJ e ao STJ para fazer valer um direito que já era líquido e certo.

    No meio de toda esta confusão, um nome se destacou – o do afastado presidente do Tribunal de Justiça, Clayton Camargo, que na mesma época queria ver o filho Fabio conselheiro do Tribunal de Contas, de fato nomeado, mas agora também afastado.



    Publicado por jagostinho @ 11:43



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