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  • 24out

    BRASIL 247

    twitter PTA briga entre PT e PSB chegou com força às redes sociais. A conta oficial do PT no Twitter postou, na noite desta terça-feira (23), dois textos com endereço certo: a potencial candidatura presidencial do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e a própria legenda socialista.

    Em uma das mensagens, os petistas criticam a aliança feita por Campos junto ao clã Bornhausen, em Santa Catarina, além de dizer que a candidatura do socialista caminha “rumo ao precipício”. “Todos os que prognosticaram a derrocada do PT ficaram pelo caminho.

    Os Bornhausens da vida abraçaram-se a E. Campos rumo ao precipício!”, diz o texto colocado no microblog. No post seguinte, insinua-se que o PSB virou um partido de direita.

    “Quem não tem moral para falar de aliança com a direita é o PT.

    Eles é que estão aliados com a oligarquia mais atrasada da política brasileira.

    Basta ver que estão juntos com José Sarney (PMDB-MA), Renan Calheiros (PMDB-AL), Fernando Collor (PTB-AL), Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e outros mais”, reagiu o secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira.

    Para Siqueira, “O PT tem o direito de dizer o que quiser… e nós também”, afirmou.

    Ele conclamou, ainda, que a militância do PSB também entre no debate das redes sociais e disse que a legenda já está promovendo uma articulação para reagir a ataques do gênero.

    “Vamos articular a militância para atuar nas redes sociais. É importante que o militante do PSB entre nas redes sociais e participe deste momento político”, observou.

    As postagens no microblog petista foram alvo de um artigo do jornalista Josias de Souza, que observa que o acirramento da rusga entre as legendas – provocada pelo descolamento do PSB do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e pela disposição dos socialistas em disputar o Planalto em 2014 – pode acabar prejudicando uma eventual recomposição entre os dois partidos, que foram aliados históricos por décadas, em um eventual segundo turno.

    A crítica a aliança firmada entre o PSB e os “Bornhausens” é direta. Dias antes da ex-senadora Marina Silva (Rede), filiar-se ao PSB e ser cotada para a vice em uma chapa presidencial encabeçada pelo governador pernambucano, o deputado federal licenciado Paulo Bornhausen, ex-DEM e ex-PSD ingressou nas fileiras do partido socialista em Santa Catarina.

    Paulinho, como é mais conhecido, é filho do ex-senador Jorge Bornhausen, que foi uma das principais lideranças do DEM e um dos maiores críticos do PT.

    Enquanto no auge do escândalo do mensalão Jorge Bornhausen pregava que “a gente vai se ver livre desta raça (PT) por, pelo menos, 30 anos”, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmava que “nós precisamos extirpar o DEM da política brasileira”.

    Na época da troca de farpas, durante a campanha eleitoral que resultou na eleição de Dilma Rousseff à Presidência, Lula fez campanha contra Raimundo Colombo então filiado ao DEM.

    Colombo ganhou a disputa pelo Governo do Estado contra a petista Ideli Salvatti e hoje encontra-se abrigado no PSD.

    Com o PSD tendendo a marchar ao lado do PT para reeleger a presidente Dilma, Paulinho acabou migrando para o PSB, o que acirrou os ataques petistas em torno das alianças estaduais costuradas por Campos visando o próximo pleito majoritário.

    Ainda segundo Josias de Souza, o PSDB, que tem como pré-candidato ao Planalto o senador mineiro Aécio Neves, tem acompanhado de perto “as contradições do conglomerado governista e as incursões de Eduardo Campos no universo apelidado por Marina Silva de “velha política”.

    “A essa altura, os operadores do PSDB avaliam que Eduardo Campos tem encontro marcado com Aécio Neves no segundo turno. Um pedaço do PSB acha a mesma coisa. Só que aposta no vice-versa.

    Quanto aos administradores do Twitter do PT, parecem acreditar que tudo se resolverá no primeiro turno”, analisou.

    Com as farpas constantes e nem tão veladas entre PT e PSB aumentando paulatinamente, a tendência é de que as redes sociais acabem se configurando em um campo de batalha entre as legendas.

    Resta saber quem tem munição suficiente para tanto faltando cerca de um ano para as eleições.

    Publicado por jagostinho @ 13:43



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