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  • 19out

    G1 – PR/ RPC TV

    VIRGINIAUma sindicância do Conselho Regional de Medicina do Estado do Paraná (CRM-PR) concluiu que há indícios de que a médica Virgínia Soares de Souza e outros dois médicos, Edison Anselmo da Silva Júnior e Anderson de Freitas, que trabalhavam no Hospital Evangélico, em Curitiba, anteciparam a morte de pacientes.

    O relatório da sindicância, assinado pelo conselheiro Miguel Ibraim Aboud Hanna Sobrinho, pede a abertura de processo ético contra os três médicos.

    Virgínia e mais sete pessoas foram acusadas pelo Ministério Público (MP) por homicídio qualificado e formação de quadrilha no início de 2013.

    Cinco dos envolvidos chegaram a ser presos, inclusive Virgínia, que era a chefe da UTI onde a acusação sustenta que houve os crimes.

    O processo tem como base uma investigação do Núcleo de Repressão aos Crimes contra a Saúde (Nucrisa) e denúncias de ex-funcionários do hospital e de familiares de pacientes.

    Conforme a acusação, os pacientes foram mortos por asfixia, com uso do medicamento Pavulon e diminuição de oxigênio no respirador artificial. Sete mortes fazem parte deste processo.

    De acordo com o relatório, há indícios de que Virgínia tenha praticado ou indicado “atos médicos desnecessários ou proibidos pela legislação vigente no País”, além de indícios de que ela abreviou a vida de paciente.

    Esses indícios também foram apontados, pelo relatório, na conduta de Edison e Anderson, que também são acusados na ação proposta pelo MP.

    Sobre Virgínia, o relatório conclui ainda que há indícios de que ela utilizou “de sua posição hierárquica para impedir que seus subordinados atuem dentro dos princípios éticos”, e que ela expediu “documento médico sem ter praticado ato profissional que o justifique, que seja tendencioso, ou que não corresponda à verdade”.

    O relatório ainda sustenta que outra médica foi citada por testemunhas e depoimentos, mas que não há indícios de infrações cometidas por ela nos prontuários analisados.

    Procurados, os representantes do CRM não quiseram comentar as conclusões do relatório, que já foi encaminhado ao Tribunal do Júri.

    Em nota, o Conselho informou que o relatório resultado da sindicância servirá de base para a análise do processo ético, que não é divulgado por determinação do Código de Processo Ético-Profissional.

    O advogado dos médicos Edison Anselmo e Anderson de Freitas disse que não concorda com as conclusões, mas que não irá comentá-las.

    Já o advogado de Virgínia, Elias Mattar Assad, afirmou que a sindicância do CRM se baseou em conteúdo antigo do inquérito policial, o qual, segundo a defesa, contém “elementos indiciários policialescos que já foram todos contrariados e dilucidados favoravelmente aos acusados”.

    Assad considerou ainda como positiva a instauração de um processo ético, no qual ele acredita que Virgínia poderá elucidar questões técnicas aos médicos do CRM.

    “Em breve, aquele Órgão não terá dúvidas em absolver a médica Virgínia Helena Soares de Souza e demais. No processo criminal está se provando não existir qualquer fato criminoso ou antecipação de óbito”, disse o advogado.

    Publicado por jagostinho @ 09:32



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