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  • 16out

    pai e filho

    Se vivo estivesse, meu pai faria hoje 87 anos. Faleceu há 25 anos.

    Morreu cedo, mas viveu intensamente. Sua vida era sempre uma explosão de alegria.

    Não permitia tristeza ao seu redor. Achava sempre uma maneira de desanuviar o ambiente.

    Generoso com todos e comigo sempre muito amoroso. Éramos uma família humilde.

    E, junto com Mônica, minha mãezinha querida, sempre acreditando que Deus era Nosso Pai.

    E nada nos faltaria. Como nunca faltou.

    O bom do meu velho pai é que sempre o recordo com muita emoção. Ele sempre foi meu herói.

    Quando criança era uma coisa quase que fanática: meu pai era o maior homem do mundo !

    Depois, eu já maior, fomos cúmplices, sem maldades, mas nos divertindo muito.

    A marca registrada de Lucas para comigo era o que hoje chamam de “selinho”.

    Meu pai, meu herói, foi o inventor do selinho. 

    Eu já adulto e lá vinha ele tascando-me um leve beijo na boca, nos momentos de descontração.

    Confesso, que até hoje sinto o calor do seu abraço.

    Bem apertado e sempre com palavras ternas saindo do fundo da sua alma.

    Sempre foi verdadeiro. Intenso. Sensível. Temente a Deus.

    Tento ser igual, mas não chego nem perto.

    Lucas foi um só. Inigualável !

    Numa regressão no tempo eu acho que poderia ser um filho melhor do que fui.

    Mas, também, bem lá no fundo do meu coração, recordo que ele se orgulhava do único filho que teve.

    Os tempos eram outros, é claro. Se vivo ele hoje estivesse, sei que seria aquele amigão certo, na hora certa. 

    Sinto muito sua falta. Sua presença. Seus conselhos até ingênuos mas carregados de sabedoria.

    A sabedoria da vida e dos homens bons.

    Claro que tivemos momentos de tensão e discussões.

    Principalmente quando, às vezes, umas cervejas a mais deixavam o Lucas bem chatinho.

    Porém, nada que abalasse nosso sólido amor de pai e filho. 

    Cuidei e estive com ele até o fim, como hoje cuido da mãezinha Monica.

    O velho Lucas convive, todos os dias, no meu imaginário. Dialogo com ele.

    Trocamos ideias. Sofremos com o nosso Coritiba.

    Lucas, meu pai e meu herói, o bom de tudo isso, é que, para mim, você não morreu !!!

    Como é boa essa sensação da sua imortalidade.

    Fortalece-me nos momentos de solidão. Eu sempre tive certeza que você estaria comigo.

    E saiba que eu estou sempre com você.

    Quem sabe, em breve, não estaremos pescando num dos lagos deste nosso imenso universo!

     

    Publicado por jagostinho @ 11:43



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