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  • 03out

    BLOG MARGARITA SEM CENSURA

     

    Quarenta e quatro operários nepaleses, empregados nas obras da Copa do Mundo 2022, morreram no emirado do Qatar – um dos países mais ricos do mundo – entre 4 de junho e 8 de agosto, informa o jornal britânico The Guardian.

    Na reportagem Os Escravos do Mundial do Qatar o periódico fala em fome, sede, maus-tratos, que acarretaram acidentes de trabalho e graves problemas cardíacos nos pobres operários.

    Vídeo estarrecedor mostra também as péssimas condições de higiene, segurança e alojamento. Tudo precário e miserável em verdadeiras senzalas do século 21.

    Os operários nepaleses, obrigados a trabalhar 12 horas por dia, no clima inóspito do deserto, disseram que lhes era negado até o acesso à água potável.

    Além das condições brutais e de evidências de trabalho forçado os imigrantes não recebiam salários, retidos com os passaportes para evitar fugas.

    Trinta nepaleses conseguiram escapar, refugiando-se na embaixada do seu país, para escapar do inferno.

    Lusail City, uma nova cidade para 200 mil habitantes, a Brasília do século 21, próxima a Doha, custará US$ 45 bilhões de dólares.

    As obras da Copa superam a gastança no Brasil – a turma tupiniquim do padrão FIFA da Copa 2014 deve estar com inveja…

    Doze estádios, sendo o da final com quase 90 mil lugares. Aeroportos, trem-bala, uma ponte sobre o golfo Pérsico, unindo Qatar a Bahréin, rede de hotéis de superlativo luxo.

    Tudo com intenso ar-condicionado, num local onde as temperaturas superam os 50 graus centígrados.

    A Confederação Sindical Internacional (CSI), através do seu secretário geral Sharon Burrow alerta: Sem proteção legal e direitos sindicais genuínos, vão morrer mais trabalhadores na construção dos estádios do Campeonato do Mundo do que o número de jogadores participantes da Copa 2022.

    A escravidão moderna, tal como é definida pela Organização Mundial do Trabalho, atinge 21 milhões de trabalhadores em todo mundo.

    Esta semana, fiscalização do MP do Trabalho em São Paulo, resgatou 111 operários de um canteiro de obras da OAS e da GRU Airport – no aeroporto de Guarulhos – também obra da Copa.

    Vergonha também para o Brasil: como no Qatar, os operários não tinham comida suficiente, nem agasalhos, alojados sofrivelmente.

    A maioria deles nordestinos, alguns índios. Todos sem receber.

    A Justiça do Trabalho bloqueou R$ 15 milhões em bens de cada uma das duas empreiteiras para verbas rescisórias e de indenização dos resgatados.

    Publicado por jagostinho @ 18:53



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