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  • 30jul

    CARLOS CHAGAS 2CARLOS CHAGAS/DIÁRIO DO PODER

    Noves fora  a frase de efeito da presidente Dilma, sobre o Lula não precisar voltar, porque nunca saiu, permanece a mesma dúvida no PT e adjacências: caso a popularidade da sucessora não se recupere e até continue  em queda livre, terá o antecessor condições de negar-se a disputar o palácio do Planalto em 2014?

    A resposta preliminar é óbvia. Se Dilma não puder sustentar sua candidatura, a única forma de preservação do poder pelos companheiros e aliados será a apresentação do Lula.

    Não há prazo imediato  para a definição. Neste ano, pelo menos, nada ficará claro. Lá para março do ano que vem, no entanto, situa-se a encruzilhada.

    Mesmo se os concorrentes continuarem amorfos, insossos e inodoros, como estão,  será preciso uma decisão, amarga para os dois lados.

    Porque nem o ex-presidente sentir-se-á confortável atropelando a atual, nem ela encontrará forças para justificar o afastamento.

    Por enquanto vale a partitura, apesar de a orquestra desafinar. Dilma é a candidata, comporta-se como tal e mais buscará recuperar o prestígio que as recentes pesquisas levaram.

    Pode reverter os números e assegurar o segundo mandato. Tudo depende dela, ou de seu governo. Um esforço extra precisará  desenvolver-se  nos diversos setores de atuação de sua equipe.

    Há ministros visivelmente travados, daqueles que não conseguem  dizer a que vieram, a não ser para satisfazer os respectivos partidos, abrindo-lhes oportunidades nem sempre muito éticas de participação na máquina pública.

    Mas também existem ministros competentes, que apenas necessitam de estímulo e de condições para fazer o que não fizeram até agora.

    NÃO HÁ VICE-PAPA

    Francisco sorriu ao deparar-se com o vice-presidente Michel Temer na festa da despedida. Até gostou das palavras do substituto,  no hangar do aeroporto do Galeão.

    Apertou suas mãos, agradeceu e comportou-se como todo jesuíta que, mesmo contrariado, procura tirar o melhor proveito possível da contrariedade.

    Mas que foi uma baixaria, isso foi, a decisão de Dilma Rousseff de não comparecer.

    Com todo o respeito ao vice-presidente, cumpridor de  suas obrigações, fica no ar o  comentário que o  Papa não fez, mas poderia ter feito: “no Vaticano, não temos a figura do vice-Papa…”

    PARA REVOLUCIONÁRIOS E HUMILDES

    De tantos pronunciamentos excepcionais da lavra do Papa, destacamos dois igualmente explosivos: os jovens devem ser revolucionários e os bispos, humildes.

    De que forma aqueles poderão exprimir sua revolução a não ser protestando nas ruas? E estes, senão abandonando a pompa, os luxos, a arrogância e o distanciamento das respectivas comunidades?

    COMPREM GUARDA-CHUVAS, A TEMPESTADE VEM AÍ 

    Esta semana talvez não, porque os trabalhos parlamentares reabrem no dia em que Suas Excelências costumam ir embora, ou seja, quinta-feira.

    Na próxima, porém, são esperadas múltiplas escaramuças: dos presidentes da Câmara e do Senado  contra a presidente da República. 

    Do PT contra o PMDB, e vice-versa. Dos companheiros contra a companheira.  Dos pequenos partidos da base oficial contra o  palácio do Planalto.

    Sobra o Judiciário, na hipótese de o presidente Joaquim Barbosa der solução cirúrgica e imediata aos embargos dos mensaleiros, sinalizando o rumo da cadeia para os réus condenados.

    Publicado por jagostinho @ 09:32



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