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  • 11jul

    GAZETA DO POVO

     Daniel Castellano/ Gazeta do Povo

    Daniel Castellano/ Gazeta do Povo / Manifestante no Palácio Iguaçu, em Curitiba: membros do Anonymous engrossaram protestos
    Manifestante no Palácio Iguaçu, em Curitiba: membros do Anonymous engrossaram protestos

     

    Nos primeiros dias dos protestos pelo país, na segunda quinzena de junho, alguns hackers fizeram ataques virtuais que acabaram dando a “cara” das manifestações.

    A conta de uma rede social da presidente Dilma Rousseff e da revista Veja foram invadidas, além do site do PMDB. Os autores se identificaram como “Anonymous” ou “Anons”, não mais que isso.

    Espalhados pelo mundo, esses hackers já colaboraram também com o site que vazou informações do serviço de inteligência norte-americano, o Wikileaks.

    Sempre em ações aparentemente desconexas e sem deixar rastros, o Anonymous começou a ser notado no Brasil há cerca de dois anos.

    Foi em 2011 que o jornalista e pesquisador em ativismo hacker Murilo Bansi Machado começou a estudar o grupo, em um trabalho que virou sua dissertação de mestrado em Ciências Humanas e Sociais na Universidade Federal do ABC.

    Segundo Machado, eles funcionam mais como uma marca, “um grande guarda-chuva onde cabe muita coisa”.

    É difícil mesmo identificar onde tudo começou. Mas Machado explica que a mobilização nas redes sociais e a luta pela liberdade são a marca mais forte dessa rede, que tenta mudar o que acredita ser errado na base da pressão.

    Contra o “sistema”

    Segundo Machado, essa pressão dos Anonymous não tem e nunca terá uma organização definida.

    “O mais próximo disso é uma rede que se conecta com outras”, explica.

    Na avaliação dele, a maioria desses hackers rejeita as estruturas tradicionais de fazer política. Por isso, não se coordenam. Traçar um perfil do grupo é um desafio.

    A principal forma de agir dos Anons é o DDoS (Distributed Denial of Service, ou ataque “de negação de serviço”), que consiste em sobrecarregar servidores para derrubá-los, tornando-os indisponíveis.

    Em 2012, esses ataques foram feitos a várias instituições financeiras no Brasil, em sequência, numa ação que ficou conhecida pela hashtag “#OpWeeksPayment” (operação semana de pagamento). O objetivo foi tirar do ar os sites de cinco dos maiores bancos do país em dias úteis.

    Foi depois dessas ações que Machado conseguiu o testemunho que cravou os Anonymous como marca e o ajudou a entender a dinâmica fantasma do grupo.

    Vários indivíduos que faziam parte do “PlanoAnon” (termo usado após divulgação de um vídeo conhecido como O Plano: fase 1 sobre a indignação dos anonymous) relataram que, “embora fosse de comum acordo que qualquer um pudesse se valer da marca Anonymous, isso não o isentaria das mais variadas críticas oriundas do próprio movimento”.

    A declaração dá a entender que nem os próprios Anonymous conseguem se identificar entre si.

    Grupo ganhou força após duelo contra religiosos

    Os Anonymous começaram a ganhar corpo na internet após a igreja da Cientologia ameaçar processar sites que publicaram vídeos com uma estrela hollywoodiana.

    Segundo Machado, em 2008, um vídeo em que o ator Tom Cruise falava sobre experiências decorrentes das práticas da igreja foi publicado por alguns sites norte-americanos.

    Com as ameaças, os cientologistas violariam um dos princípios que os anonymous criaram: a liberdade de expressão, sobretudo na internet.

    Ao confirmar as ações judiciais contra os sites, os Anonymous começaram uma série de ataques, como ações de negação de serviço, incluindo pedidos de pizza para as unidades da igreja nos Estados Unidos.

    Os ativistas iniciaram sua rede dentro de um fórum de imagens norte-americano chamado “4chan”. Muito usado por hackers, já que tinha um sistema de apagar rastros online a cada duas horas.

    Foi lá que o termo “anonymous” nasceu. O fórum sugeria esse termo como nicknames (apelidos).

    No Brasil, ocorreu algo semelhante. Em um fórum conhecido como What is the plan (qual é o plano?), brasileiros conheceram hackers internacionais e podem até ter participado de algumas ações mundo afora.

    Esses grupos também usam sites criados exclusivamente para conversas, como o AnonNet (irc.anonnet.org), muito usado pelos Anonymous. Em julho de 2011 começou a fase operacional no Brasil, com ataques hackers.

    O momento conhecido até agora como “Ápice”, de acordo com a dissertação de Machado, foi no dia 7 de setembro de 2011, com uma série de ações dentro e fora da internet para questionar a independência brasileira como divulgação de e-mails e telefones de pessoas públicas e oficinas de panfletagem e cartazes.

     

     

    Publicado por jagostinho @ 16:08



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