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  • 01jul

    CAIXA PRETA AD URBS

    FOLHA DE SÃO PAULO

    PLANILHA DE CUSTO DE TARIFA É UMA CAIXA PRETA, DIZ ESPECIALISTA

    O engenheiro de transportes e pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) Carlos Henrique Carvalho, um dos maiores especialistas em transporte urbano, concorda em uma coisa com o Movimento Passe Livre: as planilhas sobre custos da tarifa de ônibus são uma caixa preta.

    “É uma caixa preta porque as prefeituras não divulgam os componentes da tarifa.”

    A razão? “Medo de desgaste político”. A remuneração das empresas, que é de 14% em São Paulo, incide sobre ônibus, garagem e equipamentos.

    Sobre os demais componentes da tarifa, como mão de obra e óleo diesel, a prefeitura paga os valores definidos na planilha.

    Segundo o engenheiro, São Paulo tem uma das taxas de retorno mais altas do país porque tem ônibus novos, com uma média de idade de cinco anos, e esse componente faz parte da tarifa.

    Quanto mais a frota é nova, mais a empresa recebe, como estímulo à renovação.

    Bráulio Borges, economista-chefe da LCA Consultores, diz que em tese não faz o menor sentido pagar uma taxa de retorno mais alta para concessão de ônibus do que para estradas.

    Para ele, a demanda por ônibus é mais ou menos constante, enquanto o uso de estradas sofre oscilações com o vai e vem da economia.

    Em São Paulo, o número de passageiros cresceu 16% entre 2005 e 2012 – de 2,5 milhões para 2,9 milhões por ano. Só entre 2011 e 2012 houve uma pequena queda (0,81%), atribuída à inauguração de uma nova linha de Metrô, a de número 4.

    O economista diz que já solicitou as planilhas com os componentes da tarifa de ônibus para a Secretaria de Transportes da prefeitura.

    Ele queria estudar a planilha para fazer previsões de inflação nos períodos de reajuste. Seu pedido nunca foi atendido, segundo ele.

    O Banco Central, segundo o economista, teve um problema similar ao tentar entender as planilhas de custo das tarifas de ônibus no país todo, com a mesma intenção: prever a inflação na época dos reajustes.

    Como não teve acesso aos dados da grande maioria das prefeituras, o Banco Central editou um relatório em que recomenda aplicar o IPCA (o índice oficial de inflação) na correção da tarifa, já que não obteve os dados que compunham a tarifa nas principais capitais. (MARIO CESAR CARVALHO)

    Publicado por jagostinho @ 14:46



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