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  • 24maio


     

    Ademar Traiano*
     
    Para quem acompanha o noticiário político, não é novidade que o Paraná vem sendo violentamente discriminado pelo governo federal na distribuição de verbas e repasses. Mas nem todos sabem que, por trás dessa discriminação, existe um fato vergonhoso.
    Os ministros petistas paranaenses – Gleisi Hoffmann, Paulo Bernardo – jogam descaradamente contra o Paraná em Brasília. A sede de poder do PT é tão grande que eles não se envergonham de prejudicar Estado para alavancar seu projeto político.

    Agora o cinismo dessa gente aumentou. Além de prejudicar o Paraná em Brasília, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo – aparentemente esquecido que a telefonia bate recordes de reclamações de consumidores – passa boa parte de seu tempo aqui dando entrevistas tentando culpar o governo paranaense pela perseguição da qual o Paraná é vítima.

    A ministra Gleisi Hoffmann, mulher de Bernardo, segue o mesmo figurino perverso. Faz tour por rádios e televisões locais repetindo a mesma ladainha.

    Gleisi e o marido usam o tempo em que deveriam estar trabalhando pelo país, para disseminar a versão que os prejuízos que causam ao Paraná são culpa do governo do Estado.

    O casal atribui à falta de dinheiro federal a suposta ausência de projetos ou articulação política. Ora, os projetos existem e são muitos e bons, mas não existe articulação política capaz de vencer má vontade e a má fé.

    Todos os indicadores disponíveis, tomados de fontes oficiais ou investigações da imprensa, provam que o Paraná é prejudicado em sua relação com o governo federal.

    Além dos avanços em receitas estaduais, que nos levam uma quantia fabulosa (cerca de R$ 1,4 bilhão este ano), temos a discriminação na distribuição de verbas.

    O Paraná é 5º Estado que mais envia dinheiro para a União, mas está em 23º lugar no recebimento de verbas federais. Em 2012 tivemos o segundo menor volume de investimentos por habitante entre os 26 Estados e o Distrito Federal.

    O Orçamento de 2013 prevê aplicação de R$ 1,6 bilhão em obras no Paraná. Rio Grande do Sul receberá R$ 2,6 bilhões e Santa Catarina, R$ 2 bilhões.

    As duas universidades federais paranaenses vão receber R$ 1,4 bilhão para 2013. O valor é a metade do que está programado para universidades federais gaúchas – R$ 2,8 bilhões.

    O Hospital de Clínicas da UFPR irá receber R$ 183 milhões em 2013. O Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) leva R$ 608 milhões. O Paraná ficou atrás de Santa Catarina e Rio Grande do Sul no volume de empenhos federais.

    Também perdemos na comparação do volume geral de investimentos e nos empenhos do PAC.

    Os investimentos da União em 2012 foram menores no Paraná do que Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

    Os gaúchos receberam R$ 2,87 bilhões (R$ 268 por habitante), contra R$ 1,12 bilhão para Santa Catarina (R$ 180 por habitante) e R$ 894 milhões para o Paraná (R$ 86 por habitante).

    A situação piora quando se consideram as obras do PAC. Apenas R$ 336 milhões em empreendimentos do PAC no Paraná tiveram recursos empenhados (R$ 32 por habitante).

    Os gaúchos levaram quase quatro vezes mais empenhos (R$ 1,36 bilhão ou R$ 127 por habitante) e os catarinenses, duas vezes mais (R$ 779 milhões ou R$ 125 por habitante).

    Nem mesmo a fúria com que o Paraná é perseguido impede que o Estado continue a crescer e a exibir bons resultados. Estimativa de crescimento do PIB do primeiro trimestre mostra que o Paraná teve o maior crescimento do Brasil, quase o triplo da média nacional (1% contra 2,4%).

    Outros indicadores, como a geração de emprego e renda também revelam que o esforço petista para prejudicar o Estado não tem sido bem sucedido.

    Uma prova de que o Paraná, seu governo e sua gente são muito maiores que essa campanha sórdida que tenta nos atingir.

    *(Ademar Traiano é deputado pelo PSDB do Paraná e líder do governo na Assembleia)

     



    Publicado por jagostinho @ 11:37



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