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  • 23maio

    sergio_malbergier-70x70SÉRGIO MALBERGIER consultor de comunicação. Foi editor dos cadernos “Dinheiro” (2004-2010) e “Mundo” (2000-2004), correspondente em Londres (1994) e enviado especial da Folha a países como Iraque, Israel e Venezuela, entre outros.

     

    A corrida dos bolsa-famílias aos bancos no fim de semana pensando que o benefício seria suspenso é um dos fatos do ano. Foi a manifestação pública mais visceral de um complexo fenômeno em formação: o assistencialismo como pilar do bem-estar nacional.

    Cerca de 70 milhões de brasileiros, de uma população total de quase 200 milhões, estão listados no Cadastro Único para receber assistência federal direta.

    Num país de miseráveis e pobres, esse dinheiro tem um poder mais forte do que qualquer outra coisa, ideia, convicção política.

    Mais de R$ 20 bilhões são gastos todo ano só no Bolsa Família, uma máquina de distribuição do dinheiro arrecadado vorazmente dos contribuintes.

    Um dinheiro que mal entra no bolso dos assistidos e já sai para gastos básicos, movimentando a economia e gerando mais arrecadação.

    É um modelo que o PT criou e usa com brilhantismo. Lula, primeiro presidente de origem muito humilde (para usar o eufemismo preferido para a nossa miséria), colocou o pobre no centro dos gastos e das políticas do governo.

    Foi uma revolução (que os pibinhos começam a tirar o lustro).

    A anatomia da corrida aos bancos, principalmente no Norte e no Nordeste, ainda não está clara, mas já esclarece pontos de exclamação importantes do novo Brasil.

    Principalmente o de que os programas assistencialistas identificados com a gestão petista tornaram-se um direito pelo qual dezenas de milhões de beneficiados estão dispostos a sair às ruas para defender, acima de qualquer outro ponto, já que dependem dele para viver.

    Embora necessário e essencial hoje, quanto mais importante for o Bolsa Família para o Brasil, mais fraco o país será em termos de produção e distribuição de riqueza.

    Muito melhor do que depender do governo para viver, é viver de uma economia forte, dinâmica, capaz de criar riqueza e bons empregos.

    Mas a especialidade e genialidade deste governo estão mais em assistir do que estimular o crescimento.

    O resultado econômico certamente é menor, mas o efeito político é brutal, como temos visto eleição após eleição. E o PT, como todo partido eficiente, só pensa nisso.

    Afinal, o único grupo político que explorou o tumulto com os falsos boatos foi o PT.

    A ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, foi logo acusando a oposição pelo sofrimento do povo.

    “Boatos sobre fim do Bolsa Família devem ser da central de notícias da oposição. Revela posição ou desejo de quem nunca valorizou a política”, disparou no Twitter.

    Dilma não acusou a oposição diretamente, mas martelou o recado: “Eu queria deixar claro o compromisso do meu governo com o Bolsa Família: é um compromisso forte, profundo e definitivo”.

    Vamos ver o resultado da investigação federal sobre o caso.

    Uma coisa já descobrimos: o povo, unido, jamais abrirá mão do Bolsa Família.



    Publicado por jagostinho @ 08:19



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