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  • 01maio

    FOLHA.COM

    O jovem português Ricardo Meneses Abreu de Sousa, 29, estava perto de concluir a faculdade de design de multimídia no Porto, segunda maior cidade de Portugal, quando decidiu trocar a vida acadêmica por uma carreira totalmente diferente.

    Ao ver a dificuldade de colegas para obter emprego, em julho Sousa parou a faculdade para dedicar-se à agricultura em terras da sua família.

    “Não vejo possibilidades de trabalhar na minha área de formação”, afirma. Hoje, além de tirar os próprios rendimentos da produção de cogumelos e kiwis, já emprega mais uma pessoa na lavoura.

    Sousa é um entre muitos jovens portugueses que, por causa da crise europeia, recorreram à agricultura como fonte de trabalho e renda.

    O desemprego causado pela crise atingiu com força a mão de obra jovem. Se no país como um todo a taxa fechou 2012 em 15,7%, entre os jovens chegou a 37,7% –quase quatro em cada dez portugueses com até 24 anos de idade não têm trabalho.

    Em visita a Ribeirão Preto para encontro com empresários em abril, a ministra da Agricultura de Portugal, Assunção Cristas, disse que, em meio à crise, o setor agroalimentar é o único que segue em crescimento. “É o setor que está a criar os postos de trabalho.”

    Embora a economia portuguesa tenha recuado cerca de 3% em 2012, o setor agroalimentar fez o caminho inverso e cresceu 2,8%, diz ela.

    “Os portugueses sentiam que só ficava na agricultura quem não tinha oportunidade para outras coisas, não estudava, não ia para as cidades”, afirma a ministra. “Essa ideia está transformada.”

    MAIORIA JOVEM

    Com interesse no setor que ainda cresce, muitos jovens recorreram a programas estatais de incentivo. O principal deles, o Proder (Programa de Desenvolvimento Rural), mantido pela Comissão Europeia, tem uma linha de subsídios específica para jovens agricultores.

    Sousa, que trocou a faculdade de design pelo campo, recebeu apoio de € 30 mil (R$ 79 mil). Investiu outro montante parecido de recursos próprios e aproveitou uma área livre da família.

    Na região da cidade de Amarante, no norte português, a Associação dos Agricultores Riba-Douro classifica como um “boom” a procura dos jovens pelo campo.

    Dos 112 produtores rurais associados à entidade, hoje mais da metade (63) são jovens. Em 1997, quando a associação surgiu, tinha apenas 17 jovens em sua lista de 52 agricultores associados.

    O interesse atual é sobretudo na produção de frutas, cogumelos e horticultura.

    “São majoritariamente jovens cujos pais não tinham mais ligação com a agricultura, já estavam nas cidades, e que viram uma alternativa [no campo]”, diz Maria de Lurdes Cardoso, engenheira agrícola responsável pela associação. “São licenciados em outras áreas, engenheiros, arquitetos, professores.”

    O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal, João Machado, diz que 2012 terminou com recorde de 3.000 jovens agricultores no país apoiados pelo programa europeu. “São pessoas com formação em outras áreas, mas que estão a criar seu emprego na agricultura.”

      Mario Proenca/Bloomberg  
    Agricultores colhem brócolis numa plantação em Alpiarça, na região central de Portugal
    Agricultores colhem brócolis numa plantação em Alpiarça, na região central de Portugal

     



    Publicado por jagostinho @ 18:57



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