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  • 04abr

    repassando6

    CELSO NASCIMENTO/GAZETA DO POVO

    Acuado pelas críticas da oposição e pelas dúvidas levantadas na imprensa, o governador Beto Richa tomou ontem sábia decisão: suspendeu por tempo indeterminado a licitação que, no próximo dia 25, escolheria empresa para administrar o “Tudo Aqui Paraná” – nove centrais prestadoras de serviços públicos a serem instaladas em Curitiba e em outras seis cidades-polo do estado.

    O governo reconheceu que mereciam explicações os inúmeros pontos obscuros do processo de licitação e que davam razão às desconfianças até mesmo quanto à sua lisura.

    Por exemplo: por que um decreto assinado por Beto Richa que dava prazo de 30 dias para que inscrição de interessados em elaborar o projeto fosse seguido de outro, publicado 24 horas depois, já dando o nome da empresa que faria o trabalho – no caso, a notória Shopping do Cidadão?

    Ponto obscuro era também a definição dos imóveis para instalação de estruturas do “Tudo Aqui”, sem consulta prévia aos donos dos bens – caso das três Ruas da Cidadania pertencentes à prefeitura de Curitiba e que estavam arroladas no projeto como futuras dependências do “Tudo Aqui”.

    Nem o ex-prefeito Luciano Ducci nem o atual, Gustavo Fruet, assinaram quaisquer documentos dando anuência à transferência desses imóveis para uso de uma terceirizada da administração estadual.

    A decisão de suspender temporariamente a licitação foi anunciada no início da reunião realizada no gabinete do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Valdir Rossoni, ontem pela manhã.

    O encontro – aberto à imprensa por decisão de Rossoni, ao contrário do que queria o líder governista Ademar Traiano – serviu para que alguns deputados ouvissem o secretário do Planejamento, Cassio Taniguchi (condutor do projeto de criação do “Tudo Aqui”), e o chefe da Casa Civil, Reinhold Stephanes.

    Nenhum parlamentar da oposição participou da reunião por considerá-la um “teatro”. A oposição insistirá no caminho judicial para obter informações.

    Claro, espelhando-se no êxito que já teriam comprovado os similares “Poupa Tempo” (São Paulo), UAI (Minas Gerais) e Vapt-Vupt (Ceará), os secretários tentaram convencer os deputados de que o “Tudo Aqui” será tão maravilhoso quanto.

    Taniguchi foi além: o “Tudo Aqui” gerará para o governo uma economia de exatos R$ 138 milhões. De onde saiu esse número, como ele foi calculado com tanta precisão, ele não disse e nem lhe foi perguntado.

    A conversa avançou pouco em relação à solução de vários pontos obscuros – que continuaram obscuros. E não avançou quase nada em relação a questões de fundo – como as levantadas pelo professor Belmiro Valverde, que, do alto do seu PhD em Administração Pública, coloca sérias dúvidas sobre a prioridade de destinar R$ 3 bilhões para terceirizar serviços que são de competência do Estado.

    Melhor aplicar em infraestrutura ou avançar na direção da tendência mundial e moderna do governo-eletrônico, como escreveu domingo passado em seu artigo semanal para esta Gazeta.

     

     

    Publicado por jagostinho @ 09:11



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