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  • 02mar

    GRAMPO

    G1- PR

    O inquérito contra a médica Virgínia Soares de Souza, suspeita de induzir mortes na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Evangélico, emCuritiba, contém mais de 30 horas de gravações telefônicas.

    Segundo a polícia, essas gravações indicam que a médica determinou a morte de pacientes no hospital. Ela nega.

    Trechos de conversas da médica com outros funcionários foram mostradas no telejornal Paraná TV 2ª edição, da RPC TV.

    Na tarde de 24 de janeiro, de 2012, Virgínia conversa com o médico Anderson de Freitas, que também foi preso. Eles falam sobre a lotação na UTI e sobre a atitude de outro médico, não identificado.

    Virgínia: “Não adianta entulhar a UTI. Tem que girar.”
    Anderson: “Ele é meio entulhador mesmo.”
    Virgínia: “Hum?”
    Anderson: “Ele é meio entulhador.”
    Virgínia: “Meio? Nossa Senhora! Quero desentulhar essa UTI que tá me dando coceira.”

    No dia seguinte, outra gravação mostra a conversa entre Virgínia e uma funcionária do hospital. Elas falam sobre um paciente vítima de queimaduras.

    Funcionária: “Oi Doutora?”
    Virgínia: “E a família?”
    Funcionária: “Família?”
    Virgínia: “Chama a família… e dizer que não vai sobreviver.”
    Funcionária: “Ah, pode deixar, doutora.”
    Virgínia: “Infelizmente, é nossa missão. Intermediá-los do trampolim do além.”

    Em outra gravação, a médica fala sobre desligar aparelhos de pacientes.

    Virgínia: “… pelo amor de Deus, têm alguns doentes que estão mortos, então, vai desligando as coisas, que não tem sentido.”
    Funcionária: “Ah não! Eu desliguei!”
    Virgínia: “OI?”
    Funcionária: “Eu desliguei pra ela. Ela estava no telefone com a doutora dela, ela me pediu. “
    Virgínia: “E o próximo que nós vamos desligar é o Ivo. “

    O advogado de Virgínia, Elias Mattar Assad, afirma que não vê qualquer indício de irregularidade nas gravações. Ele compara as profissões dele e da médica.

    “Ora, enquanto ela diz que é o trampolim para o além, eu sou um trampolim entre a prisão e a liberdade”, afirmou ao G1.

    Segundo ele, Virgínia diz que todos os procedimentos foram atos medicos.

    A Polícia Civil informou que o inquérito sobre o caso deve ser entregue ao Ministério Público (MP) na segunda-feira (4).

    A partir disso, caberá ao MP decidir se apresenta ou não uma denúncia contra a médica à Justiça.

    Virgínia, outros três médicos – Edison Anselmo, Anderson de Freitas e Maria Israela Boccato – e a enfermeira Lais da Rosa continuam presos, por suspeita de envolvimento no caso.

    Todos foram indiciados porque, conforme o inquérito, eram cúmplices da médica no ato de abreviar a vida de pacientes que estavam internados, com o objetivo de abrir vagas para outros.

    De acordo com a Secretaria de Justiça, as três mulheres dividem a mesma cela, no Presídio Feminino de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.

    Os homens também dividem a cela, na Casa de Custódia de Piraquara.

    Publicado por jagostinho @ 10:49



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Uma resposta

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  • Míriam 13 Disse:

    Este foi um caso que veio a tona por meio de denúncia. E aqueles que desconhecemos? Entrar em UTI é PERIGOOOSSOOO.

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