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  • 01mar

    REUTERS

    Bradley Manning corre risco de ser condenado à prisão perpétua

    Bradley Manning corre risco de ser condenado à prisão perpétua (Benjamin Myers/Reuters)

    O soldado americano Bradley Manning assumiu nesta quinta-feira, durante audiência preliminar de seu julgamento, ter enviado arquivos com informações sigilosas do governo dos Estados Unidos ao WikiLeaks.

    Manning, preso há quase três anos, alegou que decidiu tomar esta atitude para que os americanos conhecessem a realidade da guerra e o verdadeiro comportamento que alguns soldados atuavam no Iraque e Afeganistão.

    “Eles têm desprezo à vida humana”, disse.

    Na leitura de suas declarações, de 35 páginas, Manning afirmou que colocou à disposição do WikiLeaks, entre novembro de 2009 e maio de 2010, documentos militares secretos sobre as guerras no Iraque e no Afeganistão e também 260 mil despachos diplomáticos do Departamento de Estado.

    Ele alegou que tomou a atitude “por vontade própria” e “sem pressões”, com a intenção de “levantar um debate público sobre o papel das Forças Armadas e sobre política externa”.

    O soldado revelou que primeiro tentou enviar essa e outras informações confidenciais aos jornais Washington Post The New York Times, mas que se sentiu ignorado e, por isso, entrou em contato com o Wikileaks.

    Defesa – Em um depoimento de pouco mais de uma hora, Manning, detido em maio de 2010 quando era analista de inteligência no Iraque, reconheceu ter mantido contato pela internet com uma pessoa que ele imagina ser Julian Assange, fundador do WikiLeaks, atualmente recluso na embaixada equatoriana em Londres. 

    Antes de ler seu depoimento, Manning se declarou, por meio de seu advogado, culpado de dez acusações, as menos graves das 22 pelas quais é acusado. 

    Embora fosse um simples soldado raso, sua condição de analista de sistemas lhe permitia ter acesso a múltiplas bases de dados protegidas, assim como a milhares de funcionários do governo e do setor privado que trabalhavam para os militares.

    Segundo Manning, os dados contidos nestas bases deixam de ser confidenciais dois ou três dias depois de cada incidente, por se considerar que a unidade militar em ação “não se encontra mais no local do fato ou não corre mais perigo”.

    “No meu entender, esses documentos representam a verdadeira realidade da guerra no Iraque e no Afeganistão”, afirmou.

    Para Manning, os dados por ele entregues ao WikiLeaks eram apenas um “catálogo de fofocas”.

    “Só me interessei por aqueles documentos dos quais tinha total segurança de que não iam causar prejuízo” à segurança do país, alegou o jovem, tentando afastar de si a acusação de colaboração com o inimigo.
     

    Publicado por jagostinho @ 16:51



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