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  • 23fev

    FOLHA.COM

    A blogueira cubana Yoani Sánchez visitou na tarde desta sexta-feira (22) o Memorial da Resistência, no centro de São Paulo, acompanhada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e pelo secretário de Estado da Cultura, Marcelo Mattos Araújo.

    Sánchez se disse emocionada em caminhar pelas salas do memorial e evitou fazer comparações entre a resistência ao regime cubano e à ditadura militar brasileira.

    “É muito difícil fazer comparações, porque são situações históricas e sociais muito diferentes, mas poderia dizer que as duas tem como ponto comum o espírito humano de liberdade”, disse.

    A blogueira disse que, mesmo sem fazer comparações, se lembrou de parte da “luta da dissidência em Cuba”.

    “Estive em calabouços no meu país, e [a visita] me lembra muito também essa sensação de opressão, de isolamento e de indefesa.”

    Danilo Verpa/Folhapress
    O governador Geraldo Alckmin e o secretário de Estado da Cultura, Marcelo Mattos Araujo com a jornalista e blogueira cubana Yoani Sanchez durante encontro no Memorial da Resistencia
    O governador de SP, Geraldo Alckmin, e o secretário de Estado da Cultura, Marcelo Mattos Araújo, com a jornalista e blogueira cubana Yoani Sánchez durante encontro no Memorial da Resistencia

     

    Em entrevista coletiva, Alckmin disse que Sánchez é uma “heroína moderna e uma heroína da defesa da liberdade de expressão”.

    Durante a visita a blogueira disse que não esperava tamanho assédio da imprensa brasileira. “São meus colegas, então não me incomodo.”

    Ela também comentou que ficou impressionada com a semelhança entre as pessoas que viu em São Paulo e os cubanos.

    MUSEU

    Durante a visita ao memorial, instalado em um edifício que foi sede do Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops/SP) entre os anos de 1940 e 1983, Sánchez disse que gostaria que Cuba, no futuro, tenha um museu da resistência.

    Segundo a blogueira, além de reconstruir celas e contar a história das pessoas que foram detidas pela ditadura cubana, o museu teria que mostrar “todo o drama da imigração”.

    “No museu da resistência cubana, terão que ser colocados todos os livros que não lemos, pela censura editorial, todos os jornais aos quais não tivemos acesso, por causa do monopólio do partido sobre a informação”.

    Conhecida pelo seu blog, Generación Y, e pelas críticas ao regime dos irmãos Castro, Yoani Sánchez disse que, um museu da resistência cubana também teria que ter um telefone celular, um mouse e um computador.



    Publicado por jagostinho @ 13:53



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