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  • 15fev

    ELIANEELIANE CANTANHÊDE – jornalista, colunista da Folha e comentarista do telejornal “Globonews em Pauta

     

    Desde 2004, o Brasil caiu de 15º para 6º lugar no índice de inflação na América do Sul, mas a coisa é mais grave em São Paulo, onde, segundo o Dieese (departamento sindical responsável por esse tipo de estatística), o custo de vida teve a maior alta em dez anos.

    O Brasil também registrou uma queda de 1,4% no nível de empregos da indústria em 2012, mas a coisa, mais uma vez, fica pior em São Paulo, onde, segundo o IBGE (que acompanha os níveis de ocupação), a retração foi de 2,6%, só melhor do que no Nordeste (2,7%).

    Para o cidadão, os números dizem muito pouco e tanto faz se a culpa é do governo federal, do Estado ou do município.

    O que importa é a percepção de que os preços dos alimentos estão aumentando e que as fábricas já não estão tão acolhedoras para novas contratações.

    E o governador será o “culpado” mais ao alcance da mão, e do voto, nas eleições de 2014.

    Com Dilma bem embalada por Lula, por medidas muito populares –como queda na conta de luz– e pelos aumento dos índices oficiais de inclusão social, a reversão de humor pode cair não na sua candidatura à reeleição à Presidência, mas, sim, na de Geraldo Alckmin à reeleição ao governo do Estado.

    A isso se somam o poder deletério do aumento da violência sobre a imagem do governador, o desgaste natural de quase duas décadas de PSDB no poder estadual e a alternância entre Alckmin e Serra em sucessivas disputas, sufocando o surgimento de lideranças tucanas.

    Enquanto Lula põe a criatividade em ação para sacar uma nova Dilma ou um novo Haddad para o Bandeirantes, Alckmin pode ir se preparando para uma eleição muito difícil no ano que vem.

    Se tem a máquina, ele vem perdendo em imagem e não vai ter lá grandes suportes no resto da chapa.

    Com tantos pré-candidatos ao Senado, por exemplo, o PSDB certamente não tem “o” candidato.



    Publicado por jagostinho @ 16:20



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