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  • 13fev

    JORNALE

    Outras 31 legendas tentam regularizar sua situação


    O número de partidos políticos que podem disputar as eleições no Brasil poderá dobrar nos próximos anos se todos os grupos que estão mobilizados para criar novas siglas tiverem sucesso.

    Existem hoje 30 partidos no país e pelo menos outros 31 em gestação, incluindo o novo partido da ex-senadora Marina Silva, agrupamentos de extrema esquerda e até uma sigla monarquista.

    A maioria desses grupos começou a se organizar depois de 2007, quando uma resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) passou a ameaçar os políticos que mudam de partido com a perda de seus mandatos.

    Mas a legislação permite que políticos troquem de camisa se for para criar um novo partido, e desde então três siglas foram criadas –o PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab e os nanicos PPL e PEN.

    Como o partido de Kassab, que nasceu de uma costela do DEM, alguns dos novos partidos tentam atrair políticos insatisfeitos que temem ficar sem espaço nas legendas tradicionais nas próximas eleições, em 2014.

    “Já almocei com mais de 20 deputados que mostraram interesse em se filiar ao nosso partido”, afirmou o presidente do PROS (Partido Republicano da Ordem Social), Eurípedes Junior.

    Ele diz ter como bandeira a redução dos impostos e afirma contar com 400 mil das 500 mil assinaturas exigidas para registro de novas siglas.

    Eurípedes espera obter até junho deste ano o registro definitivo do TSE.

    O presidente do PEC (Partido da Educação e Cidadania), Ricardo Holz, também diz que foi procurado por deputados federais. “Disseram claramente que queriam uma legenda para facilitar a eleição em 2014”, afirmou.

    O prazo para registro dos partidos que poderão participar das eleições de 2014 termina em outubro. Mesmo sem representação no Congresso, as novas legendas ganham acesso aos recursos do Fundo Partidário.

    Formado por verbas do Orçamento da União, o fundo distribuiu R$ 350 milhões no ano passado. A sigla que menor fatia recebeu foi o recém-criado PPL (Partido Pátria Livre), que teve R$ 605 mil.

    Alguns dirigentes reclamam da competição. O presidente do PF (Partido Federalista), Thomas Korontai, disse ter perdido militantes que já tinham conseguido um número razoável de assinaturas.

    “Tinham uma liderança, colheram assinaturas e foram cooptados por outros políticos locais”, disse. Ele já tem registro em dois Estados, mas faltam sete para ir ao TSE.

    Das 31 legendas hoje em gestação, oito começaram a se organizar após a criação do partido de Kassab, único dos agrupamentos nascidos nos últimos anos com força para influir no jogo político.

    O PSD, cujo registro foi aprovado em 2011, controla a quarta maior bancada da Câmara dos Deputados e absorveu recursos do Fundo Partidário e tempo de propaganda na televisão que pertenciam ao DEM e a outra siglas.

    O presidente do PEN (Partido Ecológico Nacional), Adilson Barroso, diz que seu telefone não para de tocar, com políticos interessados em se filiar antes das próximas eleições. “Estou até rouco”, afirmou o dirigente.

    A sigla tem atualmente apenas um deputado federal, e Barroso diz que gostaria de convencer Marina Silva a disputar a eleição presidencial pelo partido. “O nosso foco é sustentabilidade”, disse.

     



    Publicado por jagostinho @ 18:57



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