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  • 13fev

    TRANSIÇÃOJOHN L. ALLEN JR.
    ESPECIAL PARA O “NATIONAL CATHOLIC REPORTER”

     

    Quando o que está em questão é uma igreja com mais de 2.000 anos de história, é raro ter a chance de usar expressões como “águas inexploradas” – mas é exatamente nelas que o catolicismo se encontra após o anúncio de renúncia de Bento 16.

    Na entrevista coletiva concedida ontem pelo porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, repórteres se divertiram compilando todas as vezes em que ele respondeu a perguntas com alguma variante de “não tenho informações precisas sobre isso”.

    Lombardi foi franco ao reconhecer que essa é uma “situação nova” e que nem sempre está claro como as coisas irão se desenrolar.

    A seguir o que pode ser dito hoje sobre duas perguntas mais óbvias:

    1) Foi uma surpresa?

    Um punhado de pessoas próximas ao papa obviamente sabia da notícia com alguma antecedência. O cardeal Angelo Sodano, por exemplo, tinha um tributo pronto para fazer assim que o papa encerrou seu anúncio.

    Em sua maioria, porém, mesmo pessoas bem informadas do Vaticano foram pegas desprevenidas.

    2) Qual será o papel de Bento 16 na eleição do sucessor?

    A julgar pelo que Lombardi diz, nenhuma. “Ele estará afastado e não vai interferir de forma alguma no processo. Os cardeais terão total autonomia para tomar sua decisão”, afirmou ontem o porta-voz do Vaticano.

    Isso posto, a marca de Bento 16 vai estar presente no conclave de duas maneiras.

    Em primeiro lugar, foi ele que nomeou a maioria dos cardeais que vão eleger seu sucessor (67 dos 118 que, hoje, estão dentro do limite de idade para votar).

    Por isso, é de se esperar que eles compartilhem em grande parte seus pontos de vista.

    Em segundo lugar, o fato de Bento 16 estar vivo pode fazer com que alguns cardeais se sintam pressionados a não fazer nada que possa ser percebido como repúdio ao seu papado, ou que eles achem que poderia deixá-lo consternado.

    A forma como isso irá se traduzir nas decisões do conclave ainda não está clara, mas é uma peça do quebra-cabeças que não pode ser ignorada.

    JOHN L. ALLEN JR. é autor de sete livros sobre a Igreja Católica



    Publicado por jagostinho @ 09:24



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