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  • 13fev

    FRANCE PRESSE

    Bento XVI, de 85 anos, anunciou, nesta segunda-feira, que deixará o pontificado em 28 de fevereiro em razão da idade avançada - AFP

    Bento XVI, de 85 anos, anunciou, nesta segunda-feira, que deixará o pontificado em 28 de fevereiro em razão da idade avançada – AFP

    Quando o papa Bento XVI, de 85 anos, deixar o posto no próximo dia 28, o processo para escolha de um novo líder da Igreja Católica terá início.

    O decano do Colégio de Cardeais, o italiano Angelo Sodano, será responsável por convocar uma reunião para a eleição papal – ou conclave, que deverá ter início em meados de março.

    No período entre a renúncia de Bento XVI e a escolha de seu sucessor, a Igreja será governada pelo Colégio de Cardeais, liderada por Tarcisio Bertone, como cardeal carmelengo.

    Ele terá a tarefa de supervisionar o processo eleitoral. O número máximo de cardeais eleitores é de 120, mas apenas 117 estão aptos a votar no sucessor de Bento XVI.

    As regras do conclave foram alteradas em 1975 para excluir todos os cardeais com mais de 80 anos – três estão acima desta idade. Os cardeais com mais de 80 anos têm uma função espiritual e só participam da fase preliminar de seleção.

    Dos votantes, 67 foram designados por Bento XVI e cinquenta por seu antecessor, João Paulo II. Sessenta e um são europeus (sendo 21 italianos) dezenove são latino-americanos (incluindo cinco brasileiros), quatorze são norte-americanos, onze são africanos, outros onze, asiáticos e um cardeal é da Oceania.

    Durante o conclave, os cardeais se hospedam no Vaticano e não devem ter nenhum contato com o mundo exterior – o uso de celulares não é permitido e também é proibido o acesso à internet, TV e rádio.

    Isolados na Capela Sistina, antes de começar o conclave, os cardeais juram que seguirão as regras e que guardarão segredo sobre a eleição – mesmo depois do anúncio do novo papa –, sob pena de excomunhão.

    Ao longo do processo de escolha do sucessor, há uma discussão sobre os possíveis candidatos. A campanha aberta não é permitida, mas o sistema tem um alto grau político.

    Teoricamente, qualquer fiel adulto, batizado e não casado, pode ser eleito papa, apesar de, durante séculos, apenas cardeais terem sido eleitos. Três cardeais escrutinadores são eleitos para ocupar a mesa onde serão apurados os votos, e outros três para revisar o processo.

    Há ainda outros três escolhidos para recolherem os votos dos cardeais impossibilitados de comparecer à capela. A votação é feita à mão, em cédulas onde está escrito, em latim: “Escolho para sumo pontífice”.

    Ao depositar o voto sobre um prato, que servirá para despejar o voto em uma urna, o cardeal deve dizer em voz alta: “Invoco como testemunha Cristo Senhor, o qual há de julgar que o meu voto é dado àquele que, segundo Deus, julgo deve ser eleito”.

    Ao final do processo, todas as cédulas e anotações são queimadas na estufa com chaminé da Capela Sistina. Se não houver maioria, a fumaça será preta.

    Se houver um eleito, a fumaça será branca. A eleição do novo pontífice ocorre quando há maioria de dois terços dos votos. João Paulo II havia mudado a regra para permitir que, depois de 12 dias de votação inconclusiva, o sucessor pudesse ser definido com maioria simples.

    No entanto, em 2007, Bento XVI aprovou um decreto revertendo a decisão – volta a valer a regra de maioria de dois terços mais um voto, uma forma de incentivar os cardeais a chegar a um consenso.

    Se depois de três dias de votação ninguém tiver conquistado a maioria, o processo é suspenso durante um dia, uma pausa para orações e discussões informais.

    A partir da 34º contagem, ocorre a votação entre os dois cardeais mais votados no último escrutínio.

    O cardeal com o maior tempo de nomeação é quem tem a incumbência de anunciar o novo papa.

    Da sacada da Basílica de São Pedro, no Vaticano, o cardeal anuncia a decisão aos fiéis com a célebre frase “Habemus papam”.



    Publicado por jagostinho @ 17:33



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