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  • 30nov

    DORA KRAMER/AGÊNCIA ESTADO

    Dos 40 inicialmente denunciados pela Procuradoria-Geral da República restaram 37 réus, 25 condenados, 13 em regime fechado.

    Em princípio esse resultado oferece à sociedade uma resposta além da esperada em termos de rigor no trato de ilícitos ocorridos nos altos escalões da República.

    Se inovações houve por parte do Supremo Tribunal Federal, uma das mais importantes foi o entendimento de que quanto mais alto o coqueiro maior pode ser o tombo.

    Não se trata de condenar o cargo, mas de levar em conta as agravantes decorrentes do poder de mando.

    Desde a responsabilidade final sobre os atos até a disposição de impor critérios rígidos de conduta que, se ausentes, deixam prosperar a permissividade.

    Prevaleceu no STF percepção contrária à regra até então vigente na cultura do privilégio e da aceitação do lema de que detentores de mandatos, de influentes cargos e posições políticas de prestígio não são pessoas comuns, devendo a elas ser conferido tratamento especial.

    Pela posição que ocupam ou mesmo pela “trajetória de luta”, quando pegas transitando à margem da lei, só seriam punidas mediante o impossível: a apresentação do recibo do crime.

    Ao (quase) fim e ao cabo de quatro meses de julgamento do processo do mensalão, o Supremo disse que não é bem assim. Ou pelo menos nesse caso não foi. Será daqui em diante?

    É uma pergunta a ser respondida mais adiante. Por enquanto, o que se tem de certo é um aumento no grau de confiança no Judiciário.

    Um passo e tanto nesses tempos de supremacia majestática do Executivo e de descrédito crescente no Legislativo.

    Impõe-se agora a seguinte questão: isso representa o início de um processo ou será apenas um momento fugaz, cujo efeito se dilui ao longo do tempo sem produzir nenhum avanço?

    O Brasil já viveu outros episódios em que a euforia se confundiu com a esperança. Campanha das Diretas-Já, fim do regime militar, Assembleia Nacional Constituinte, impeachment de Fernando Collor, CPI do Orçamento e tantos outros momentos.

    Isoladamente, nenhum deles virou o país de cabeça para baixo (ou para cima), mas juntos um ativo que se expressa no casamento entre a opinião do público e a posição da corte guardiã da legalidade.

    Bom cabrito

    Roberto Jefferson fez a linha sóbria diante da condenação à prisão em regime inicialmente semiaberto.

    Não se queixou, não se explicou, nem se desculpou, citando Disraeli (“nunca se queixe, nunca de explique, nunca se desculpe”) ao se manifestar sobre o inevitável.

    Realizou o prejuízo. Sempre soube dos riscos. Quando fez a denúncia do mensalão avisou logo: “Sublimei o mandato”.

    O PT berrou na tentativa de salvar a reputação do coletivo. Jefferson, em matéria de partido fez a sua parte: não disse para quem repassou o dinheiro recebido do valerioduto, evitando arrastar o PTB para o processo.

    Sobre a pena de sete anos, existe a chance de ser transformada em prisão domiciliar na vara de execuções penais devido ao debilitado estado de saúde do condenado.

    Tangente

    A estratégia da tropa avançada do Palácio do Planalto no Congresso em relação ao episódio Rosemary Noronha é tentar circunscrever os fatos ao campo da “vida pessoal” do ex-presidente Lula.

    Mais ou menos como aconteceu com o então ministro da Fazenda Antonio Palocci em relação à casa de lobby frequentada por ele em Brasília.

    Até que apareceu Francenildo Costa e surgiu a (má) ideia de quebrar o sigilo bancário do caseiro.

    Peixe

    Calado, Lula exerce o sagrado direito de não dizer nada que amanhã ou depois possa se voltar contra ele.

    Publicado por jagostinho @ 15:18



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