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  • 31out

    FOLHA.COM

    Marcelo Prates -2.dez.2012/Hoje em Dia/Folhapress
    O empresário Marcos Valério, réu no processo do mensalão
    O empresário Marcos Valério, réu no processo do mensalão

     

    Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) avaliaram nesta terça-feira (30), em caráter reservado, que o fax com pedido de delação premiada enviado por Marcos Valério à Corte pode fazer parte de uma nova estratégia do empresário que, se bem sucedida, o deixaria fora da cadeia.

    Valério foi condenado pelo Supremo, após ser considerado o operador do esquema do mensalão. Na semana passada, os ministros definiram a ele uma pena superior a 40 anos de prisão, que ainda poderá ser revista até o final do julgamento.

    O caso será retomado pelo tribunal no dia 7 de novembro.

    No final de setembro, num sábado, a defesa de Valério enviou uma mensagem, por fax, à presidência do STF, dizendo que gostaria de ser ouvido e alegando correr risco de vida.

    Integrantes do tribunal ouvidos pela reportagem avaliam que um depoimento neste momento não poderá ter qualquer influência sobre o caso em julgamento.

    Caso ele resolva falar aquilo que diz saber, no entanto, novas investigações poderiam surgir, assim como o conteúdo do depoimento influenciaria casos já abertos e que correm na primeira instância.

    Ministros disseram à Folha que estão sendo informados, a todo o momento, que Valério está realmente preocupado com possíveis atentados contra sua vida, além de que ele está disposto a fazer de tudo para não voltar à prisão, onde já passou alguns meses de sua vida.

    Para eles, portanto, a estratégia do empresário pode ser a seguinte: Ele falaria ao Ministério Público tudo o que diz saber, esperando convencer a acusação de que suas informações podem ser relevantes para esclarecer fatos ainda não revelados do esquema do mensalão.

    Ao prestar um depoimento completo sobre o que vivenciou entre os anos de 2002 e 2005, ou até sobre anos anteriores, quando trabalhou para o PSDB de Minas Gerais, ele poderia pleitear a inclusão de seu nome ao Sistema Nacional de Assistência à Vítimas e a Testemunhas Ameaçadas, garantindo a proteção estatal, sendo enviado a algum local não identificado.

    Isso depende da concordância da Procuradoria e não anularia sua condenação do Supremo, mas, na prática tirá-lo da cadeia já que estaria no programa a testemunha.

    Hoje, o presidente Carlos Ayres Britto não quis revelar o conteúdo completo do recado enviado por Valério, por estar sob segredo de Justiça, e desconversou sobre seus efeitos.

    Ele se limitou a dizer que o conteúdo da mensagem foi “hiperlacônico”. Esse sigilo foi decretado pelo próprio Britto, ao receber a mensagem, que no mesmo dia foi enviada ao relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa.

     
     

    Publicado por jagostinho @ 13:07



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