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  • 31out

    GAZETA DO POVO/ANDERSON GONÇALVES E DANIELA NEVES

    Passageiros espremidos: Fruet pretende colocar mais ônibus nos horários de pico. Das primeiras ações anunciadas, é a que ele tem maior margem de manobra, pois é a Urbs que define a frota das linhas – Foto : Walter Alves/ Gazeta do Povo

    A tentativa de modificar algumas obras da prefeitura de Curitiba que integram o PAC da Mobilidade pode ser o grande teste da aliança entre o prefeito eleito, Gustavo Fruet (PDT), e o governo federal – parceria enfatizada durante a campanha eleitoral.

    Se forem seguidos os trâmites burocráticos, dificilmente a futura gestão conseguirá alterar os projetos já aprovados pela União e incluídos no PAC, tal como o do metrô. Para modificar o destino dos recursos, provavelmente será necessária uma intervenção política.

    Fruet quer rediscutir o projeto do metrô e pedirá para a atual gestão da prefeitura não lançar o edital de concorrência para contratar a empresa responsável pela obra.

    O prefeito eleito pretende discutir o modelo atual do metrô num prazo de seis meses a um ano para eventualmente propor um novo projeto.

    Além do metrô, Fruet pretende estudar a redução de custos do viaduto estaiado, que já está sendo construído na Avenida das Torres.

    E também quer modificar o projeto de remodelação da Avenida Cândido de Abreu. Esses três projetos têm recursos do governo federal.

    O prefeito eleito também tem a intenção de intervir em outro serviço já contratado: o do transporte coletivo, aumentando o número de linhas no horário de pico.

    De acordo com informações da prefeitura, o edital para concorrência do metrô ainda não foi lançado porque o município espera o governo federal publicar uma portaria que define a porcentagem mínima de peças das máquinas que precisam ter origem nacional.

    A prefeitura concorreu com outras cidades para conseguir incluir seu projeto de metrô no PAC da Mobilidade. O projeto aprovado prevê a construção de uma primeira etapa de 14,2 quilômetros com 13 estações, ligando a CIC ao Centro.

    O custo total da obra é R$ 2,33 bilhões, sendo que R$ 1 bilhão virá do governo federal, repassado a fundo perdido.

    O acordo para repasse dos recursos foi oficializado em abril deste ano com o Ministério das Cidades, de acordo com a Portaria n.° 185/2012. O ministério não respondeu à reportagem se os projetos do PAC da Mobilidade podem ser modificados.

    Mas, por nota, explicou que o projeto selecionado de Curitiba foi da Linha Azul de metrô – a primeira etapa. As portarias referentes ao PAC – que estão disponíveis no site do ministério – definem cronogramas que já estão em andamento, além de deixar claro que os projetos passaram por seleção técnica.

    Apesar de ainda não haver contrato assinado com alguma empresa, o futuro prefeito terá de negociar qualquer modificação no projeto, que em princípio deve ter como destino a construção de metrô.

    Já a obra do viaduto estaiado, com um custo de R$ 95 milhões, já foi contratada e iniciada. E teve recursos federais liberados. Por isso, dificilmente pode ser modificada.

    O projeto de reformulação da Avenida Cândido de Abreu poderá, em princípio, ser reformulado – desde que as alterações não modifiquem o objetivo inicial da obra, que é melhorar a condição dos pedestres (há a previsão da construção de um calçadão em parte da via). O custo estimado de obra é de R$ 18 milhões.

    O Instituto de Pesquisa e Planejamento de Curitiba (Ippuc), responsável pelos projetos incluídos no PAC da Mobilidade, não se pronunciou. Informou apenas que a resposta deve ser dada pelo Ministério das Cidades.

    Transporte

    Pelo contrato firmado entre a prefeitura e as empresas de transporte coletivo, cabe à Urbs fixar horário, frequência e frota de cada linha.

    Dessa forma, desde que não abale a sustentabilidade do sistema, o futuro prefeito poderá ordenar mudança e aumento de ônibus em linhas em horário de pico – entre 5h e 8h30 e entre 17h30 e 19 horas.

    A reportagem procurou as empresas de transporte coletivo para perguntar se há condição imediata de aumentar o número de veículos, como anunciou Fruet. Porém, a direção do sindicato que as representa resolveu não se manifestar.

     

    Publicado por jagostinho @ 09:31



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