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  • 30out

    FOLHAPRESS

    O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Carlos Ayres Britto, disse na tarde desta segunda-feira (29) que o cálculo das penas do mensalão é um “périplo”, mas espera que o Supremo agilize esta parte do julgamento a partir da semana que vem.

    “Dosimetria é dose (…) É um périplo. Vamos ver se a gente deslancha”, afirmou o ministro, durante rápida conversa com jornalistas em seu gabinete.

    Ele também foi questionado sobre se poderia adiantar o seu voto caso se aposente antes do final do julgamento, mas respondeu que ainda não decidiu o que fazer.

    “É válido, é legítimo antecipar voto. Verei se deixo a minha dosimetria ou se dosimétro somente após o relator”.

    Ao tratar sobre as dificuldades para definir a dosimetria das penas, Britto se refere aos problemas que surgiram durante a última semana, durante a definição das punições do empresário Marcos Valério, o operador do mensalão, de seu sócio Ramon Hollerbach.

    Em três sessões realizadas para tratar do tema, nas quais os próprios ministros esperavam conseguir resolver a situação de todos os 25 condenados no processo, a Corte se deparou com uma série de divergências a serem adotadas e sequer chegou ao final da pena destinada a Hollerbach.

      Sergio Lima – 6.set.12/Folhapress  
    Ayres Britto durante julgamento do mensalão; para presidente do STF, a chamada dosimetria é um "périplo"
    Ayres Britto durante julgamento do mensalão; para presidente do STF, a chamada dosimetria é um “périplo”

     

    Com isso, o desfecho do mensalão foi adiado, tornando praticamente impossível que isso aconteça antes da data da aposentadoria de Britto, que completa 70 anos no dia 18 de novembro.

    Os ministros discordaram sobre critérios a serem adotados e sinalizaram inclusive para modificações que poderão diminuir a condenação do empresário Marcos Valério, condenado a mais de 40 anos de prisão.

    Alguns integrantes chegaram a dizer que ainda é possível que considerem diversas práticas criminosas imputadas aos réus como se fossem uma só, por estarem no mesmo contexto, aplicando apenas uma das punições.

    O julgamento do mensalão foi interrompido durante esta semana pois o relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, tirou licença médica e viajou para a Alemanha, onde realizará um tratamento para o problema que tem na cintura.

    Durante esse intervalo, os ministros deverão manter conversas informais e tentar chegar a um consenso para tentar resolver mais rapidamente a situação dos outros réus.

    LEWANDOWSKI

    Também nesta segunda-feira, Britto minimizou o episódio em que o colega e revisor do processo do mensalão, Ricardo Lewandowski, ao ir votar em São Paulo, foi hostilizado por um mesário e outros eleitores.

    “Liguei para o Lewandowski e ele me disse que não recebeu hostilidade coletiva, nem mesmo grupal. Foi uma indelicadeza por parte de uma senhora e de um mesário”, argumentou. “Se fosse algo mais encorpado e numérico seria preocupante”.

    Para Britto, “cada ministro é livre para para votar como bem entender” e Lewandowski “tem votado com transparência, isenção e desassombro”.

    “Não estamos imunes à críticas quanto a qualidade do voto e sua fundamentação, mas que não se descambe para o desacato ou a ofensa pessoal”, completou.

    Publicado por jagostinho @ 13:07



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