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  • 23out

    AFP

    • Saul Loeb/AFPBarack Obama e Mitt Romney se enfrentaram no debate decisivo para as eleições americanas

    • Barack Obama e Mitt Romney se enfrentaram no debate decisivo para as eleições americanas
    • O último dos três debates televisivos durante a campanha pela Presidência dos Estados Unidos foi o mais agressivo entre o presidente Barack Obama (candidato à reeleição pelo Partido Democrata) e o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney (candidato do Partido Republicano). Cada um com suas “armas” para defender o papel dos EUA no mundo, eles travaram na noite desta segunda (22) um duelo sobre política externa e defesa, temas que acabaram servindo de pano de fundo para questões que envolvem a economia norte-americana.A 15 dias da eleição, Obama e Romney se empenharam para mostrar quem pressiona mais o Irã e quem é mais alinhado com Israel. Ambos tentaram desqualificar o adversário sobre a capacidade de comandar o país em uma era “perigosa”. O debate ocorreu na Lynn University, em Boca Ratón, no Estado da Flórida. 

      Obama começou no tom em que havia deixado o debate da semana passada, colocando-se em postura ofensiva desde o início e acusando seu adversário de articular uma política externa incoerente.

       Menos agressivo, Romney acusou o presidente de falhar na afirmação dos interesses e valores norte-americanos, referindo-se em particular à Líbia, onde o embaixador dos EUA foi morto em um ataque em setembro. 

      As trocas de acusações entre os dois foram intensas. Obama chegou a declarar que Romney estava mentindo ao criticá-lo sobre a maneira que lida com o Irã em meio ao suposto caráter bélico de seu programa nuclear.

      Romney abriu um atalho para atacar o desempenho econômico do governo Obama, afirmando que um país com a economia debilitada não pode desempenhar um papel de hegemonia e liderança no mundo, e defendeu a ampliação das relações comerciais com a América Latina, cuja “economia é quase tão grande como a da China”.

      Para conseguir reestabelecer a influência internacional dos EUA, abalada pelos dez anos de guerra no Afeganistão e a pior crise financeira desde a Grande Depressão, Romney afirmou ser necessário um reequilíbrio econômico.

       “Promover a paz, principalmente no Oriente Médio, está nas mãos dos EUA. Mas para isso precisamos ser fortes e para ser forte é precisamos ter uma economia forte”, disse ele, que foi interrompido pelo presidente, que disse: “A influência dos Estados Unidos é maior do que nunca foi. Nunca as alianças estiveram tão fortes.” 

      Obama também reconheceu a necessidade de aprimoramento da economia norte-americana, mas comparou os planos do republicano às políticas do ex-presidente George W. Bush, que não opinião dele, foram “desastradas” e “equivocadas”. 

      “Foram elas que provocaram a recessão americana e eu não vou repeti-las”, enfatizou. Já Romney declarou que não “vai repetir o histórico dos últimos quatro anos.

      Durante a discussão, Romney voltou a destacar seu plano econômico de cinco pontos, que novamente foi questionado pelo presidente.

       “Essa matemática não fecha”, disse Obama, que também questionou o republicano sobre sua intenção de aumentar os investimentos militares. 

      O adversário citou ainda sua experiência como empresário para enfatizar habilidade com o reequilíbrio de orçamentos e atacou o presidente: “nossa Marinha é a menor desde 1973.”

      Ainda assim Obama ironizou e disse que os tempos são outros e as estratégias também.

       “O governador Romney não passou tempo suficiente estudando como funcionam nossas Forças Armadas (…). Governador, também temos menos cavalos e baionetas hoje porque a natureza de nossas forças mudou. Agora temos coisas que se chama porta-aviões e estes navios que navegam sob o mar, os submarinos nucleares”, contra-atacou o presidente, na tentativa de desestabilizar o republicano.

       

    Publicado por jagostinho @ 18:12



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