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  • 11out

    PAULA CESARINA  COSTA/COLUNISTA DA FOLHA

    O julgamento do mensalão joga holofotes sobre as entranhas da política como “nunca antes na história deste país”, para fazer uma blague lulista.

    O prefeito reeleito do Rio, Eduardo Paes, em entrevista ao repórter Italo Nogueira, definiu política como não sendo um “ambiente de pureza”.

    Como sub-relator da CPI que investigou o caso, Paes chamou o então presidente Lula de “chefe de quadrilha”.

    Hoje, diz que “não há dúvida de que houve o mensalão”, mas que “não se encontrou prova contra Lula”.

    Não é à toa. Paes (PMDB) deve muito da sua reeleição ao governo federal. Em seu primeiro ato após ser eleito, foi agradecer a Lula e Dilma, que irrigaram a cidade com bilhões em verbas.

    Ofereceu-se até para ajudar na eleição em SP, onde é questão de honra para o PT derrotar o PSDB.

    A afirmação da falta de pureza na política –ao responder sobre acusação de ter prometido R$ 1 milhão pelo apoio do PTN– soa também uma provocação ao adversário Marcelo Freixo (PSOL).

    Ele foi tido como ingênuo, por exemplo, ao refutar alianças e não aceitar dinheiro de grandes empresas no financiamento da campanha. De certa forma, deu certo.

    Com um minuto na TV e pouco dinheiro gasto, conquistou quase 30% dos votos, tendo discurso e postura semelhantes ao PT da origem.

    Levou gente às ruas gritando “Não recebo um real, estou na rua por um ideal”.

    O PT mudou o discurso e chegou ao poder. Cresceu, ficou mais pragmático, fez alianças e ficou parecido com outros partidos.

    A condenação no STF de importantes lideranças o marcará indelevelmente e com efeitos duradouros sobre a militância.

    Certamente aumentou o desencanto dos jovens com a política, cada vez mais temperada pelo pragmatismo interessado da nova geração de políticos.

    A utopia resiste nos que saem às ruas e estão nas redes, acreditando que ética na política é possível. Serão puros ou ingênuos?

    Publicado por jagostinho @ 15:56



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