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  • 09out

    Carlos Heitor Cony é membro da Academia Brasileira de Letras desde 2000. Sua carreira no jornalismo começou em 1952 no “Jornal do Brasil”.

    É autor de 15 romances e diversas adaptações de clássicos.

     

    RIO DE JANEIRO – Teremos hoje, pelo menos assim está programado, o segundo tempo do complicado debate no Supremo Tribunal Federal, cujo placar é de 3 x 1 pela condenação da maioria dos réus da chamada ação penal 470, também conhecida como mensalão.

    Além do prognóstico que cada um faça sobre o resultado final, acredito que duas conclusões podem ser tiradas desde agora.

    Primeira: a falência da democracia dita “representativa”. Operada pelo voto direto e livre, fiscalizada por um tribunal específico e pela opinião pública e publicada, ela cria condições em vários níveis e modos para a corrupção –da qual, a política em si mesma não está livre.

    Ao contrário: pelos indícios, com ou sem provas, o homem comum ficou sabendo (se é que ainda não sabia) que o processo adotado universalmente (com exceção das ditaduras) facilita e até estimula a prática de atos ilícitos ou criminosos.

    Na velha república, a corrupção era risonha e franca com as eleições a bico de pena, roubo de urnas, currais dominados por coronéis à paisana ou fardados. A corrupção era a mesma, talvez pior.

    Segunda: surgido da resistência à ditadura de 1964, o Partido dos Trabalhadores firmou-se como uma vanguarda da democracia, da moralidade e da justiça social.

    O mensalão, qualquer que seja o resultado final da ação penal 470, escancarou suas entranhas de forma irreversível.

    Entre os principais réus do processo em curso no STF, figuram dois resistentes à ditadura que chegaram a colocar a vida e a liberdade pessoal contra a truculência do regime militar. E agora, Josés, Dirceu e Genoino?

    Fica em aberto a culpa da cúpula do governo anterior, governo licitamente conquistado pelo PT. No dilúvio da corrupção, a arca de Noé está fazendo água.

    Publicado por jagostinho @ 15:30



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Uma resposta

WP_Cloudy
  • Miriam 11 Disse:

    “POLÍTICA E POLITICALHA NÃO SE CONFUNDEM”….ONDE PREVALECE A POLITICALHA , A POLÍTICA FICA EM MEIO AOS PAPÉIS ESCRITOS COMO TEORIAS ÀS SUAS DOUTRINAS E OS FILOSOFOS APENAS DIVAGANDO …

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