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  • 02out

    COLUNA DE CELSO NASCIMENTO/GAZETA DO POVO

    O bombardeio de informação e propaganda que atingiu a todos durante pelo menos os últimos três meses não produziu efeito sobre a cabeça de cerca de 20% dos eleitores curitibanos.

    Apesar de tudo, esse exército de 200 mil cidadãos, capaz ainda de alterar os resultados previstos pelas pesquisas, teima em manter-se indeciso sobre em quem votar dentre os seis candidatos que disputam a prefeitura de Curitiba a tão poucos dias da eleição.

    De agora até domingo, os indecisos terão oportunidade de recorrer a apenas dois dos instrumentos mais usuais de informação e convencimento – o último programa de rádio e televisão do horário gratuito nesta quarta-feira e, na quinta, o debate promovido pela RPCTV.

    Não é improvável que tais recursos de última hora acabem sendo a cereja que faltava no bolo dos candidatos que mais dependem do rumo que os indecisos tomarem nesta reta final.

    Comparativamente ao programa eleitoral, é o debate e sua repercussão que apresentam força nada desprezível para conquistar os últimos resistentes.

    A história das eleições brasileiras (e locais) está repleta de exemplos em que debates televisivos foram importantes fatores de influência.

    O caso mais emblemático data de 1989, quando se confrontaram Fernando Collor e Lula – este último desconcertado pela revelação de um suposto episódio de sua vida pessoal. Ao se mostrar embaraçado e fragilizado, ruiu diante do adversário e do eleitorado.

    Em Curitiba, na eleição de 2000, Ângelo Vanhoni (PT) parecia já ter derrotado o candidato à reeleição de prefeito, Cassio Tanighuchi.

    Porém, quando este lançou mão de uma “pegadinha” (perguntou-lhe sobre o Procel – Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica), Vanhoni titubeou de modo tão flagrante que acabou por enterrar ali, naquele momento, as chances de uma vitória dada como certa.

    As regras dos debates na televisão são rígidas. Asseguram tempos iguais a todos os candidatos e oportunidades de réplicas e tréplicas – além de eventuais direitos a novas intervenções em caso de ofensas pessoais.

    Entretanto, não garantem que uns se saiam piores ou melhores que outros – a ponto de conquistar não somente os indecisos como até mudar o voto dos que já se consideravam convictos quanto às suas escolhas.

    É a esta prova de fogo que quatro dos candidatos a prefeito de Curitiba vão se submeter nesta quinta-feira.

    Publicado por jagostinho @ 15:43



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