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  • 26set

    FOLHA DE SÃO PAULO

    O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes criticou nesta terça-feira (25) a nota de resposta da presidente Dilma Rousseff sobre a citação de seu depoimento como testemunha do mensalão pelo relator do caso, o ministro Joaquim Barbosa.

    Para Mendes, a citação foi um “acidente” na análise do caso.” “Isso é apenas um incidente nesse processo, não tem o menor significado no contexto geral.”

    O ministro minimizou o uso do depoimento de Dilma no processo do mensalão “vale tanto quanto todos os outros”. “Não é assim que se diz na República?”, questionou.

    Ao tratar de parte sobre a compra de apoio político no Congresso, o relator utilizou o depoimento da presidente para indiciar que a atuação de réus do processo pode ter interferido em votações nos primeiros anos do governo Lula, como no caso do marco regulatório do setor elétrico.

    Um dia depois, Dilma divulgou nota apontando que a citação foi equivocada e fora de contexto.

    A nota de Dilma não foi respondida por Barbosa. A interlocutores, o relator disse que não foi procurado pelo Palácio do Planalto e que não poderia ignorar a fala da presidente sobre o caso.

    PARTIDOS

    Mendes reagiu à acusação de politização do julgamento. “Vocês viram alguma politização ou partidarização? Me parece que não. Basta ver as referências a dados históricos para verificar que aparentemente as pessoas que fizeram a nota estão distantes da realidade”, disse.

    Mendes disse que o texto divulgado na semana passada pelo PT e por partidos aliados que dizia que o Supremo atuou de forma política e marcou o julgamento do mensalão para coincidir com as eleições foi redigido por pessoas “distantes da realidade”.

    Na nota na semana passada, PT, PC do B, PSB, PMDB, PDT e PRB acusaram a oposição de ‘golpismo’ ao usar politicamente o julgamento.

    Segundo o texto, existe a tentativa de transformar o mensalão num “julgamento político, golpear a democracia e reverter as conquistas que marcaram a gestão do presidente Lula”.

    Apesar de atacar diretamente a oposição, o conteúdo da nota foi visto também como uma crítica indireta ao tribunal, por não ter se preocupado em marcar o julgamento no mesmo período das eleições municipais.

    Para ministros ouvidos pela Folha, isso não teria ocorrido se Lewandowski tivesse liberado seu voto em maio.

    Publicado por jagostinho @ 16:03



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