Publicidade


      Red Apple Cosméticos

      CPV - Centro Paranaense da Visão

      Hospital Cardiológico Costantini

      Hotel Carimã

Twitter @blogdojota


  • 15set

    JORNALE

    Reportagem acusa deputado usar informações privilegiadas para obter lucro


    A Justiça Eleitoral liberou o material de campanha do candidato do PCB à Prefeitura de São José dos Pinhais, José Augusto Rodrigues, que reproduz material da revista Veja que contém denúncia contra o deputado Luiz Carlos Setim (Dem), também candidato a prefeito no município.

    A reportagem aponta um negócio imobiliário que renderia a Setim um lucro de R$ 12 milhões, em função de ter usado informações privilegiadas.

    O candidato do Dem entrou com pedido de liminar para suspender os folhetos, no entanto, o juiz considerou que Setim não conseguiu comprovar que a reportagem trazia informações inverídicas.

    “Cumpre anotar que as afirmações contidas na reportagem jornalística divulgada pela Revista Veja não são sabidamente inverídicas”, afirmou o juiz na sentença.

    O deputado entrou na Justiça para exigir o direito de resposta e defendeu-se em um pronunciamento na Câmara dos Deputados.

    No entanto, no seu pronunciamento e na resposta dirigida à revista, Setim admitiu o negócio com os terrenos, divergiu apenas no valor do lucro e negou que tivesse obtido informações privilegiadas para realizar o negócio.

    “Esse bairro foi contemplado em 1995 com um canal extravasor que eliminou as cheias, por um canal que foi feito paralelamente ao Rio Iguaçú, que divide São José dos Pinhais com Curitiba. E nós assumimos em 97, o canal foi feito em 95, por isso não houve nenhuma informação privilegiada na aquisição de terreno naquela localidade”, disse o deputado em seu pronunciamento.

     

    Sobre o valor do lucro, Setim afirma que o lucro não foi de R$ 12 milhões.

    “A reportagem deixou de considerar que esses valores referem-se ao volume geral da venda definido pela Caixa Econômica Federal, para estipular o valor do imóvel e liberar os empréstimos aos compradores dos apartamentos.

    A matéria considerou como lucro, o valor total avaliado. E esse foi um projeto construído em parceria. Não foi feito por nós, o financiamento foi para o proprietário, para o morador”, justificou.

    No discurso, no entanto, Setim não cita o fato de sua filha ter pago R$ 144 mil pela área de 8 mil metros quadrados, que hoje abriga o residencial Primavera.

    Outro ponto que ficou sem explicação é o fato da alteração do zoneamento, que permitiu a construção das habitações no local, ter sido feito na administração de Leopoldo Meyer, quando seu filho, Sandro Setim, era o secretário de urbanismo, responsável pela alteração.

    Direito de resposta negado

    Setim ainda teve o direito de resposta negado contra o Jornal Correio Paranaense de Curitiba. O juiz negou o pedido uma vez que, de acordo com a decisão, o deputado não conseguiu provar que a reportagem da Veja continha informações inverídicas.

    O Correio Paranaense apenas repercutiu a denúncia feita pela revista da Editora Abril que entrou em circulação na primeira semana de setembro. 

    Publicado por jagostinho @ 13:06



Os comentários NÃO representam a opinião do Blog do Jota Agostinho. A responsabilidade é EXCLUSIVA do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

Deixe um comentário

Por favor, atenção: A moderação de comentário está ativa e pode atrasar a exibição de seu comentário. Não há necessidade de reenviar o comentário.