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  • 07set

    REUTERS

    No discurso que fez à Convenção Nacional Democrata, em Charlotte, na Carolina do Norte, Obama apresentou a eleição de 2012 como o evento em que não só os americanos irão escolher seu presidente, mas também como aquele em que eles decidirão o futuro dos EUA e o que definirá o caráter do povo americano nos próximos anos.

    “A nossa luta é para restaurar os valores que construíram a maior classe média e a economia mais forte do mundo. Os valores que meu avô defendeu como um soldado no Exército de Patton, os valores que impulsionaram minha avó quando ela trabalhou em uma linha de montagem.”

    “Nossos pais e avós sabiam que eram parte de algo maior: uma nação que triunfou sobre o fascismo e depressão, uma nação onde as empresas são mais inovadoras e todos compartilham o orgulho e o sucesso. Meus avós viveram o que é a essência dos Estados Unidos: a promessa de que o trabalho duro compensa, que a responsabilidade será recompensada, que o destino será justo, que todos jogam as mesmas regras: desde Wall Street a Washington, DC.”

    Obama quis mostrar que a própria decisão de se candidatar à Presidência aconteceu a partir do momento em que percebeu que esses valores estavam acabando:

    “Eu concorri para a Presidência quando vi que essa essência estava acabando, quando em 2008 vimos que por quase uma década as famílias americanas lutavam contra o aumento do custo de vida, a hipoteca, o preço da gasolina, dos alimentos. Uma tragédia da qual ainda estamos lutando para se recuperar.”

      Chip Somodevilla/France Presse  
    Família de Barack Obama: Malia (esq.), Sasha (centro), e Michelle, assistem discurso na convenção
    Família de Barack Obama: Malia (esq.), Sasha (centro), e Michelle, assistem discurso na convenção

    DIPLOMACIA

    O presidente lembrou as gafes diplomáticas de Romney durante sua visita à Olimpíada de Londres e a Israel. Tentou mostrar que ele está mais preparado para representar os Estados Unidos na comunidade internacional. E disse que a eleição será também uma escolha entre diferentes políticas externas.

    “Em todo o mundo, temos fortalecido velhas alianças e coligações que impeçam a disseminação de armas nucleares. Da Birmânia à Líbia, e para o Sudão do Sul, defendemos os direitos e a dignidade de todos os seres humanos –homens e mulheres, cristãos e muçulmanos e judeus.”

    “Apesar de todo o progresso, os desafios permanecem. Planos terroristas devem ser interrompidos. A crise da Europa deve ser contida. Nosso compromisso com a segurança de Israel não deve vacilar, e nem deve a nossa busca da paz. O governo iraniano deve enfrentar um mundo que permaneça unido contra suas ambições nucleares. A mudança histórica que varre o mundo árabe deve ser definida não pela mão de ferro de um ditador ou o ódio dos extremistas, mas pelas esperanças e aspirações de pessoas comuns que estão alcançando os mesmos direitos que celebramos hoje.”

    “Então agora estamos diante de uma escolha. Meu adversário e seu companheiro de chapa são novos na política externa, mas de tudo o que vi e ouvi, eles querem nos levar de volta a uma era que custará caro aos EUA.”

    “Afinal, você chamar a Rússia de nosso inimigo número um –e não a Al-Qaeda– não faz sentido a menos que você ainda esteja preso em um túnel do tempo da Guerra Fria. Você não está pronto para a diplomacia com Pequim, se não consegue visitar os Jogos Olímpicos sem insultar o nosso aliado mais próximo”.

      Chris Keane/Reuters  
    O presidente Barack Obama finalizou a Convenção Nacional Democrata em Charlotte, Carolina do Norte
    O presidente Barack Obama finalizou a Convenção Nacional Democrata em Charlotte, Carolina do Norte

    ESCOLHA

    “Quando tudo estiver dito e feito –quando você pegar a cédula de voto– você terá de enfrentar uma das escolhas mais importantes em uma geração. Ao longo dos próximos anos, grandes decisões serão tomadas em Washington sobre emprego, economia, impostos, deficits, energia, educação, guerra e paz –decisões que terão um enorme impacto em nossas vidas e nas vidas de nossos filhos.”

    “Vai ser uma escolha entre dois caminhos diferentes para a América. A escolha entre duas visões fundamentalmente diferentes para o futuro.”

    Obama destacou que o caminho a ser percorrido para a recuperação dos EUA será penoso e mais lento do que todos gostariam, embora possível.

    “Eu não vou fingir que o caminho que eu ofereço é rápido ou fácil. Nunca fiz isso. Você não me elegeram para eu dizer o que vocês queriam ouvir. Você me elegeram para falar a verdade. E a verdade é que vai demorar mais do que alguns anos para resolvermos os desafios que se acumularam ao longo de décadas. Vai exigir esforço comum, responsabilidade compartilhada e uma persistente experimentação, similar àquela feita por Franklin Roosevelt, quando ele se deparou com a única crise que foi pior do que a que passamos”.

    “Mas saibam disso: Nossos problemas podem ser resolvidos. Nossos desafios podem ser cumpridos. O caminho que nós oferecemos pode ser o mais difícil, mas é o que leva a um lugar melhor. E eu estou pedindo para você escolher esse futuro.”

    “Eu estou pedindo comprometimento com algumas metas para os EUA –as metas de energia, indústria, educação, segurança nacional, deficit. Peço a escolha de um plano real, viável, que nos trará novos empregos, mais oportunidades e reconstruirá a economia em uma base mais forte. Isso é o que podemos fazer nos próximos quatro anos, e é por isso que eu estou concorrendo para um segundo mandato como presidente dos Estados Unidos.”

    Publicado por jagostinho @ 13:08



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