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  • 31jul

    GAZETA DO POVO

    Alvaro Dias ficou isolado na tese do pedido de impeachment de Lula durante as denúncias do mensalão, em 2005

    Em 11 de agosto de 2005, o governo Lula esteve à beira do precipício. Em uma rara crise de popularidade, o Datafolha mostrava pela primeira vez que ele não se reelegeria em uma disputa contra o tucano José Serra, a quem havia derrotado três anos antes.

    No mesmo dia, o publicitário Duda Mendonça compareceu espontaneamente à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista dos Correios, que investigava o mensalão.

    Confirmou que recebeu cerca de R$ 15,5 milhões via caixa dois pelos trabalhos prestados à campanha do petista em 2002, dos quais R$ 11,9 milhões foram pagos pelo publicitário Marcos Valério em uma conta nas Bahamas.

    O depoimento ainda acontecia quando o senador paranaense Alvaro Dias (PSDB) foi à tribuna do Senado para ressuscitar um trauma nacional: 13 anos após o afastamento de Fernando Collor, ele defendia o impeachment de Lula.

    Ficou sozinho. Hoje, às vésperas do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal, ele afirma que não ter insistido na queda do presidente “foi o erro histórico da oposição”.

    “Se lançássemos a tese do impeachment naquela hora, ela poderia crescer nos próximos meses entre a opinião pública”, diz o senador, que admite que a medida não contava com apoio popular.

    Segundo ele, a oposição adotou uma estratégia equivocada ao acreditar que o PT naturalmente não resistiria às proporções do escândalo. “Apostou-se na capacidade de indignação da população e se perdeu a aposta.”

    Um dia depois, Lula fez um pronunciamento na Granja do Torto – residência oficial da Presidência – em que disse ter sido “traído por práticas inaceitáveis das quais não tinha conhecimento”. Nos meses seguintes, o presidente conseguiu descolar a imagem do escândalo.

    Serra, então prefeito de São Paulo, acabou fora da disputa em 2006. O escolhido pelos tucanos foi o governador Geraldo Alckmin. Apesar de todos os percalços, Lula se reelegeu com 5,5 milhões de votos a mais do que em 2002.

    Nem a CPI nem a denúncia do Procuradoria-Geral da República sobre o mensalão apontaram envolvimento do presidente com o caso.

    “Eu acho que tinha chance juridicamente, mas não politicamente”, avalia o relator da comissão, deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR), para quem o processo poderia desencadear uma “guerra civil”.

    Do outro lado, a hipótese de afastamento de Lula fortalece a ideia de que o mensalão era um “golpe”.“A realidade é que não havia provas contra o presidente”, afirma o deputado Dr. Rosinha (PT-PR), que foi suplente da comissão.

    Apesar de ficar isolado, Alvaro diz que seu posicionamento foi “fundamental” para que o relatório final apresentado por Serraglio em abril de 2006 fosse aprovado.

    O tucano lembra que tinha preparado um relatório em separado no qual pedia o impeachment do presidente. “O governo acabou optando por aprovar o relatório do Serraglio para evitar o desgaste de discutir o meu.”

    Sob protestos de setores da bancada petista no Congresso, a comissão aprovou por 11 votos a 4 o relatório de Serraglio. O texto pedia o indiciamento de mais de 100 pessoas, entre elas o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e do ex-presidente do PT, José Genoino.

    Delas, 36 são réus no julgamento do mensalão pelo STF, que começa na quinta-feira.

    Seis paranaenses fizeram parte da CPI dos Correios

    Dos 64 integrantes da CPI mista dos Correios, realizada entre 2005 e 2006, seis eram do Paraná. Além do relator, Osmar Serraglio (PMDB), e do sub-relator Gustavo Fruet (na época no PSDB, hoje no PDT), eram titulares Alvaro Dias (PSDB) e Nelson Meurer (PP).

    Completavam a lista o deputado Dr. Rosinha (PT) e o então senador Flávio Arns (na época no PT, hoje no PSDB), que eram suplentes.

    Entre todos eles, apenas Arns não teve grande participação nas investigações. Atual vice-governador do Paraná, ele informou pela assessoria de imprensa que, como era apenas suplente, preferiu tratar de outras tarefas.

    Suplentes votam apenas na ausência do titular, mas têm o direito de participar das sessões em geral.

    Já Meurer, que viu o PP envolvido em denúncias de ter se beneficiado do mensalão ao longo das investigações, diz que tem a mesma opinião de Lula sobre o episódio.

    “Nunca houve uma mesada para aliados que se transformava em mensalão. O que havia era uma ajuda de campanha, ou caixa dois.”

    Dos três deputados federais cassados posteriormente no plenário da Câmara por suspeita de envolvimento com o mensalão, um era do PP, o pernambucano Pedro Corrêa.



    Publicado por jagostinho @ 14:17



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Uma resposta

WP_Cloudy
  • Jorge Disse:

    Defendeu sozinho e a cada dia que passa fica mais sozinho ainda.

    Seus amiguinhos Mão Santa, Heráclito e Virgílio não se reelegeram. Seu guru, Demóstenes, foi cassado, bem como seu parceirão Arruda.

    Até a revista Veja, sua única fonte de consulta e de inspiração para discursos, está em baixa após a comprovação da associação com o crime organizado e com as Organizações Cachoeira. Já não têm assunto, pois as atuais capas da Veja são do tipo “a verdade sobre o santo sudário”, “como evitar acnes e espinhas na adolescência” e “10 dicas para perder 5 kg em duas semanas”.

    O Governador do Paraná não o leva a sério. O povo do Paraná não o quer, como bem demonstraram suas duas derrotas em eleições para Governador que se somam às duas de seu irmão, que, aliás, também não o quer.

    Nenhum candidato a Prefeito de Curitiba o quer por perto, reparem.

    Talvez o Paraguai o queira. Ou então aquele Senador do Pará, um tal de Não-sei-o-que do Couto, uma espécie de Tiririca de paletó e gravata.

    Se seu nome fosse Quaresma nós talvez pudéssemos dizer “O Triste Fim de Policarpo e Quaresma”, parodiando Lima Barreto.

    Game over.

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