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  • 24jul

    SITE DO SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE CURITIBA-SISMUC

    O Governo do Paraná e a Prefeitura de Curitiba lançaram mais uma Unidade Paraná Seguro na semana passada.  A UPS foi

    Guarda improvisa banheiro às margens da Rodovia./ Foto: Manoel Ramires

    inaugurada com mais de 1,3 mil agentes policiais e com grande repercussão na imprensa sobre a ocupação da Vila Verde, Sabará, CIC e Caiuá.

    No entanto, em menos de uma semana, a chegada do Estado às comunidades periféricas demonstra ter ocorrido de forma precária.

    Dois revólveres 38, falta de banheiro químico, comida e até um posto móvel para beber água. Essa é a realidade vivida pelos guardas municipais que atuam na UPS CIC.
    As denúncias da falta de condições de trabalho começaram já na quinta-feira (um dia após a ação dos governos Richa e Ducci).
    No sábado, a reportagem apurou que os módulos da GM não estavam nos bairros CIC e Sabará. Além disso, enquanto a PM fazia turnos de duas horas, os guardas municipais tinham que cumprir jornada de até oito horas.
    Isso os obrigava a improvisar até o banheiro em moitas à beira da estrada: “No dia a dia a gente vai ao núcleo e faz as necessidades, toma água e almoça, mas aqui o guarda tem que se virar”, reclama um guarda municipal que quis preservar sua identidade.
     
    Outro problema grave apontado é a quebra do protocolo para realizar abordagens preventivas. No período da noite, enquanto que a PM se retira do local das 18h30 às 07h30, apenas dois gm’s fazem a intervenção policial.
    O recomendado para esse tipo de abordagem são seis agentes acompanhados de três viaturas. “Na quarta, éramos 300. Mas agora a Guarda tem feito a abordagem à noite com apenas uma viatura e dois 38”, relata o guarda.
     
    Para o diretor do Sismuc Diogo Monteiro, a realidade vivida pelos guardas nas UPS’s e nas rondas convencionais demonstra que a postura dos governos é criar uma falsa sensação de segurança neste momento:
    “Desde o primeiro dia já os guardas não tinham condições básicas de trabalho como água, comida e banheiro. Sem isso, como eles podem garantir a segurança da população?”, questiona Monteiro.
     
    A população, que ainda está se acostumando com a repentina segurança, já teme o abandono após as eleições municipais, como conta a moradora Vilma Mara da Silva Novaes: “A gente tem medo de ficar sozinho. No começo tinha um monte, mas eles vão se indo. O importante é não abandonar a gente”.
     
    Ocupação eleitoral
    A Justiça Eleitoral proibiu o uso eleitoral das UPS’s. O juiz Marcelo Wallbach Silva estabeleceu multa de R$ 10 mil por cada comercial exibido pelo Governo do Estado.
    Ele considerou que as peças publicitárias beneficiam o candidato à reeleição, prefeito Luciano Ducci (PSB), apoiado pelo governador Beto Richa (PSDB).


    Publicado por jagostinho @ 15:32



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