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  • 12jun

    GAZETA DO POVO

    Antônio More/ Gazeta do Povo

    Antônio More/ Gazeta do Povo / Obra viária: gasto com urbanismo até abril foi de R$ 435,2 milhões ante R$ 398,6 milhões em 2011
    Obra viária: gasto com urbanismo até abril foi de R$ 435,2 milhões ante R$ 398,6 milhões em 2011

     

    Os relatórios financeiros da prefeitura de Curitiba no primeiro quadrimestre comprovam o que está bem visível para quem mora na cidade: muitos gastos com obras urbanísticas e mais propaganda sobre essas realizações.

    Enquanto as despesas totais empenhadas cresceram 6,9% em relação ao mesmo período de 2011, os gastos com urbanismo subiram 9,2%. E as despesas administrativas – que incluem a comunicação social –, aumentaram 18,1%.

    Considerando apenas a propaganda, a alta foi de quase 50% (49,2%) – R$ 11 milhões de janeiro a abril deste ano, contra R$ 7,4 milhões no início de 2011.

    Esse tipo de despesa costuma aumentar nos primeiros meses de anos eleitorais. Em 2008, quando também houve disputa municipal, a variação havia sido de 40% no mesmo período.

    A prefeitura alega que a lei restringe gastos com propaganda no segundo semestre.

    Nas áreas com influência direta na vida de cidadão, as que receberam mais verbas na comparação com o ano passado foram ciência e tecnologia, cultura, comércio e serviços.

    Mas essas áreas representam uma porcentagem muito pequena de tudo o que foi gasto. Por outro lado, a habitação, esporte e lazer e a área de trabalho receberam menos verbas.

    “Obedecendo aos parâmetros legais de investimentos mínimos, é possível aumentar ou diminuir os recursos em algumas áreas por determinado momento”, explica Denis Alcides Rezende, professor do Doutorado em Gestão Urbana da PUCPR.

    “Historicamente, no Brasil, é muito comum que nos anos eleitorais ocorra a destinação de mais verbas para obras mais visíveis, como as urbanísticas”, acrescenta.

    Esse comportamento ocorre em outras esferas de governo. Segundo o estudo Nível de Investimento Público Estadual de 2000 a 2009, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), há uma concentração maior de investimentos nos anos eleitorais.

    “Por um lado, para o cidadão é bom, porque ao menos as obras estão sendo feitas. Mas também pode-se questionar por que é que essas obras não foram executadas ao longo de quatro anos, e se concentram na reta final dos mandatos”, diz Rezende.

    Segundo ele, a propaganda acaba se tornando um “direito embutido” para quem comanda a máquina governamental.

    “A oposição só vai poder se mostrar a partir de julho, quando começa a disputa. Até lá, há esta brecha legal para quem ocupa o cargo fazer a propaganda. É uma coisa legal, prevista, mas não deixa de ser imoral.”

    Queda no investimento

    A arrecadação municipal evoluiu bem no período, e atingiu 34,1% do total do ano – um pouco acima do esperado. Mas a prefeitura está enfrentando algumas dificuldades.

    Os investimentos no período caíram 25%. De acordo com o secretário municipal de Finanças, João Luiz Marcon, não houve a destinação de recursos a algumas obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.

    Marcon também justifica a queda nas despesas de habitação. “Tivemos problemas com empresas que não concluíram obras, por problemas financeiros. Foi preciso anular esses contratos e dar início a novas licitações, o que levou tempo”, explica ele. Segundo ele, as obras já foram retomadas.

    O governo federal também reduziu o valor dos investimentos no primeiro quadrimestre deste ano, conforme reportagem publicada pela Gazeta do Povo em 27 de maio. Mas, nesse caso, o tombo foi bem menor do que o de Curitiba: a redução foi de 5%.

    Publicado por jagostinho @ 09:38



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Uma resposta

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  • Míriam11 Disse:

    Enquanto isso o povo morre nos corredores dos hospitais, morre de bala perdida, morre em algum buraco nas ruas de seu bairro, morre de desgosto por ter confiado cegamente.

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