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  • 08jun

    FOLHA.COM

    Convocado para prestar esclarecimentos na CPI do Cachoeria, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), recrutou uma equipe com dez assessores, entre jornalistas e juristas, para deixá-lo preparado até o dia da sessão no Congresso.

    O depoimento está previsto para a próxima quarta-feira (13), às 10h15.

    O treinamento, segundo integrantes da equipe do petista ouvidos pela Folha é diário e conta com um revezamento de questões feitas pelos assessores relacionadas principalmente à empresa Delta.

    Na CPI, Agnelo deverá responder sobre um suposto tratamento diferenciado com a empresa suspeita de manter ligações com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso desde o dia 29 de fevereiro.

    A Delta domina os contratos de coleta de lixo no Distrito Federal. O mais recente foi assinado no fim de 2010, antes da posse de Agnelo.

    Sérgio Lima -16.nov.11/Folhapress
    O governador do DF, Agnelo Queiroz
    O governador do DF, Agnelo Queiroz

     

    A convocação do petista foi aprovada no último dia 30 de maio após um racha na base aliada do governo federal. Logo após o anúncio da convocação, o governador chegou a considerar a ida dele como “injusta”.

    Além do treinamento com os assessores, Agnelo também determinou que dois secretários do governo (Geraldo Magela e Paulo Tadeu) e que foram eleitos deputados federais voltassem à Câmara para ajudar a blindá-lo no dia do depoimento na CPI. A exoneração dos dois deputados foi publicada nessa terça-feira (5).

    Em nota, o governo distrital ressaltou que Magela e Tadeu são “parlamentares experientes que vão reforçar a bancada do DF no Congresso Nacional em um momento importante em que será discutida a Lei de Diretrizes Orçamentárias [LDO], e também em que o DF está sob alvo de ataques políticos”.

    Na véspera de Agnelo prestar esclarecimentos na CPI, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) é aguardado para depor no colegiado.

    Após o surgimento de uma terceira versão para a compra de uma casa de sua propriedade, o tucano, conforme antecipou a Folha, mandou mensagem por meio de emissários a integrantes da CPI numa tentativa de antecipar a defesa em conversas privadas.

    O recado teria sido levado pelo senador Cyro Miranda (PSDB-GO), suplente do governador.

    Entre os procurados estão o senador Randolfo Rodrigues (Psol-AP) que disse que estaria disposto a receber o governador, mas em companhia do senador Pedro Taques (PDT-MT) e dos deputados Miro Teixeira (PDT-RJ) e Rubens Bueno (PPS-PR).

    Por meio da assessoria, Marconi nega o convite.

    Publicado por jagostinho @ 18:59



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