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  • 06jun

    SITE DO DEPUTADO RASCA RODRIGUES

    Paraná desmatou mais do que aponta SOS Mata Atlântica, diz ex-secretário do Meio Ambiente
    O ex-secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, deputado estadual Rasca Rodrigues (PV), disse nesta terça-feira (05), Dia Mundial do Meio Ambiente, que o Paraná desmata mais do que afirma a Organização Não Governamental (ONG), SOS Mata Atlântica, em seu último Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, divulgado no dia 29 de maio.

    “Há duas semanas tivemos notícias positivas de que o Paraná desmatou apenas 71 hectares entre os anos de 2010 e 2011. Mas, de acordo com os órgãos ambientais, foram desmatados 6.127 hectares de florestas neste período”, afirmou Rasca.

    O estudo da SOS Mata Atlântica aponta desflorestamento de 13 mil hectares no país. Sendo apenas 71 hectares nos municípios de Leópolis, Porecatu e Cafeara, onde os remanescentes florestais já são escassos.

    Em contrapartida o deputado Rasca apresentou dados do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) – que somam 5.522 hectares desmatados e 2.510 autuações por corte irregular entre os anos de 2010 e 2011.

    “Estes números representam 2,2 hectares desmatados por autuação”, calcula Rasca.

    Neste mesmo período o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) registrou 605 hectares de desmatamento ilegal.

    Rasca destacou o trabalho sério que a SOS Mata Atlântica desenvolve em seus 25 anos de história. “A falha está no sistema de monitoramento que não faz a leitura do desmatamento em áreas menores do que 3 hectares”, alerta Rasca.

    “No Paraná os pinheiros estão caindo na calada da noite e as nossas florestas estão sendo comidas pelas bordas”, completa o deputado.

    CONVITE – A Comissão de Ecologia e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa e a Frente Parlamentar Ambientalista irão convidar a SOS Mata Atlântica a falar sobre o sistema de monitoramento de florestas, em reunião aberta, que será marcada para o dia 25 de junho.

    “Uma diferença de 71 hectares para 6.127 hectares demonstra que algo está errado e que o nosso modelo de sustentabilidade precisa ser revisto imediatamente”, enfatizou o deputado.

    EFEITO – Rasca, que é engenheiro agrônomo do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), chamou atenção para as alterações que a perda da biodiversidade estão causando no clima.

    “Hoje mais de 5 mil famílias estão desabrigadas no Paraná, devido as fortes chuvas”, enumerou o deputado.

    O deputado apresentou ainda dados do Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil – Informe 2012, divulgado na última segunda-feira (04), pela Agência Nacional de Águas (ANA) e que apontam – no aspecto de eventos críticos, em 2011 – a publicação de 933 decretos de situação de emergência ou estado de calamidade pública, em 754 municípios brasileiros, devido à ocorrência de cheias, em 754 municípios brasileiros.

    O número de decretos em 2011 foi superior ao registrado em 2010 e foi o segundo maior número registrado desde 2003.

    No que refere às secas e estiagens, em 2011, 125 municípios (cerca de 2% do total de municípios do País) publicaram 127 decretos de situação de emergência devido à ocorrência de estiagem ou seca.

    O deputado Rasca terminou seu discurso com a frase do artigo ‘Meio Ambiente: sobram discursos, faltam ações’, de autoria do Promotor de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente de Curitiba, Edson Luiz Peters, publicado hoje e que diz:

    “Apesar de todas as evidencias de que estamos no caminho errado ainda nos permitimos deixar para amanhã ou para a próxima geração, pois sempre há uma crise que parece maior e mais urgente que a crise ambiental”.

    Publicado por jagostinho @ 16:57



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