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  • 20abr

    NOTÍ[email protected]

    Requião teve encontros e negócios com Cachoeira por 16 meses

    O ex-governador e atual senador Roberto Requião (PMDB-PR) manteve por 16 meses, entre 2003 e 2004, a participação da empresa Larami Diversões e Entretenimento com o Serviço de Loterias do Estado do Paraná (Serlopar) para a exploração de jogos de loteria.       

    A Larami tem como sócios Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que é investigado pela Polícia Federal e está preso em Brasília, e o argentino Roberto Coppola.

    A dupla  que terá suas atividades investigadas agora também pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) instalada na última quinta-feira pelo Congresso Nacional, manteve negócios em diversos Estados do país.

    A participação da Larami no governo Requião levou Cachoeira a um primeiro contato com o então governador logo após a sua posse, em janeiro de 2003, conforme registros da imprensa à época. Esse
    encontro teria servido para garantir a continuidade da parceria, o que de fato aconteceu — o contrato só foi interrompido em abril de 2004, mas as razões não foram esclarecidas até hoje.

    Oficialmente, Requião sustenta que mandou cancelar o contrato porque tinha detectado “irregularidades” na licitação que precedeu a contratação da Larami, no final de

    Requião e Carlinhos Cachoeira teriam se encontrado ainda pelo menos em mais uma oportunidade, exatamente em março de 2004, para tratar da manutenção da parceria.

    Mas as diferenças teriam se acentuado muito, a ponto de causar a demissão do advogado Daniel Godoy, então lotado na Casa Civil do governo.

    Logo depois, em abril de 2004, o contrato com a Larami foi rescindido.        

    HISTÓRICO – O primeiro encontro foi registrado pelo jornal “O Estado do Paraná”, que relatou ainda a presença do senador Maguito Vilela (PMDB-GO) entre as testemunhas da reunião no gabinete do então governador Roberto Requião (ver http://www.parana-online.com.br/colunistas/14/14969/).

    O texto “Jantando com o Diabo” faz o seguinte relato: “Em janeiro de 2003, pouco depois da posse, o governador [Requião] recebeu a visita do senador Maguito Vilela, seu colega de bancada e ex-governador de Goiás”.

    “A tiracolo de Maguito, ninguém menos que Carlos Cachoeira, sócio da empresa Larami, que administra jogos on-line, e bicheiro do caso Waldomiro Diniz, a mais nova estrela do PT. Para entender: o tal Cachoeira é goiano, tem o seu QG naquele Estado. E a Larami assinou contrato com a Lotopar no apagar das luzes do governo Lerner.”

    DUBLÊ DE SECRETÁRIO –   Nos encontros, Requião recebeu o contraventor Carlinhos Cachoeira acumulando a condição de governador com a de secretário de Segurança Pública.

    Em 3 de março de 2004, o deputado Valdir Rossoni (PSDB), então líder da oposição, apresentou o requerimento número 168, no plenário da Assembleia Legislativa, pedindo informações sobre a segunda
    reunião de Requião e Cachoeira, que teria acontecido no dia anterior.

    Rossoni indagava sobre o assunto tratado,mas o governo nunca respondeu ao pedido.

    Além do encontro com Requião, Carlinhos Cachoeira teria se encontrado também com outros membros do governo, para tratar da exploração dos jogos mantidos pelo governo e de sua participação
    na Serlopar.

    Em discurso no plenário, ainda no dia 3 de março, Rossoni afirmava: “Ontem o homem (Daniel Godoy) pediu demissão, lá no quarto andar. O cidadão que recebeu o Cachoeira lá no quarto andar, para discutir as questões dos bingos, para discutir as questões de loterias. Parece que de vergonha, pediu demissão”.

    As informações estão registradas no Diário Oficial da Assembléia do dia 3 de março de 2004.

    SOCIEDADE – A entrada dos sócios Roberto Copolla e Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, na Larami foi formalizada em 2 de setembro de 2001.

    Nesse dia, conforme registros da Junta Comercial do Paraná, a empresa também teve o seu capital social aumentado de R$ 5 mil para R$ 600 mil, para poder participar da concorrência que foi aberta para escolher um operador para a exploração das loterias do Serlopar.
    O contrato só foi rompido em abril de 2004, quando curiosamente Requião deixou de acumular o cargo de secretário da Segurança Pública com o de governador.

    No período da parceria, as relações entre o governador e o contraventor foram harmoniosas, como demonstram a disponibilidade para jantares na sede do governo do Estado.

     Depois da interrupção do contrato, no entanto, o clima mudou. O nome de Requião é citado em mensagens trocadas em 2010 entre Roberto Coppola e Adriano Aprigio de Souza, que são ligados a Cachoeira, segundo revelam os documentos da investigação sobre o contraventor feita pela Polícia Federal com a operação Monte
    Carlo.

    Eles registram que a loteria do Paraná foi extinta e seria difícil recriá-la. Coppola refere-se a Requião com palavrões e ofensas.

    Em março do ano passado, uma interceptação de conversa telefônica entre outros dois integrantes do grupo do contraventor (o ex-araponga Dadá, da Abin – Agência Brasileira de Inteligência, e um sujeito identificado como Lenine), feita pela Polícia Federal, aponta que os dois admitem que no Paraná não haveria mais nenhum andamento para a retomada dos serviços de loteria.



    Publicado por jagostinho @ 18:27



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