Publicidade


      Red Apple Cosméticos

      CPV - Centro Paranaense da Visão

      Hospital Cardiológico Costantini

      Hotel Carimã

Twitter @blogdojota


  • 17abr

    FOLHA DE SÃO PAULO

    O panorama internacional descortina um interessante elenco de disputas presidenciais. Cada qual a seu modo, nos faz encarar questões fundamentais da vida contemporânea -e, claro, da condição política aqui no Brasil.

    O que está em jogo em países tão diferentes como a França, os EUA e a Venezuela? Qual o valor da democracia em sociedades pressionadas por transformações vertiginosas e ameaçadas por instabilidades políticas e econômicas?

    A eleição presidencial francesa será travada no próximo domingo. Trata-se de pleito acirrado, que dificilmente será decidido em turno único, tal o peso eleitoral de candidatos situados num espectro que vai da esquerda pós-comunista à direita anti-imigração.

    Ainda assim, o debate se dá em alto nível, com algumas estocadas de ironia, é bem verdade, mas sem as agressões pessoais que costumam caracterizar eleições d’além-mar.

    No país que redigiu há mais de 200 anos a primeira Declaração dos Direitos do Homem e consagrou os valores superiores da liberdade, igualdade e fraternidade, a confrontação presidencial se dá essencialmente em um leito de respeito mútuo e princípios elevados. A discussão é secular, civilizada, republicana.

    Nos Estados Unidos, o pleito presidencial de novembro será marcado ainda pelas incertezas sobre a economia. O debate se distrai às vezes das responsabilidades da governança para questões menores. 

    De toda forma, em ambos os países os eleitores se identificam com seus respectivos partidos, abraçam -e são acolhidos- por tendências doutrinárias que vão muito além de interesses miúdos e imediatistas.

    Comparado com o das democracias mais antigas, o quadro partidário brasileiro lembra um bazar de oportunidades. Não existe clareza de propósitos e de princípios.

    Defende-se nos palanques as teses mais populares, que muitas vezes não guardam nenhuma coerência com o exercício do governo que vem depois.

    A busca insana pelo poder passa a ser a única norma a pautar as disputas e a inspirar as práticas partidárias.

    Isto nos lembra que as velhas reformas continuam sendo as novas reformas ainda por fazer, como a política.

    Este ano haverá também eleição presidencial na Venezuela. Ali os hábitos da política contrastam radicalmente com os princípios das repúblicas democráticas.

    Acredito que as instituições devem ser sempre maiores e mais importantes que líderes e mitos. Somos todos transitórios.

    Permanente é a tarefa da construção democrática, que repousa mais nelas do que nos homens, por melhores que sejam eles e suas intenções.

    Essa é a lição da história: cumpre melhor o seu papel e merece maior respeito de seu povo o líder que compreende que não é mais importante que o seu país.

    AÉCIO NEVES



    Publicado por jagostinho @ 11:18



Os comentários NÃO representam a opinião do Blog do Jota Agostinho. A responsabilidade é EXCLUSIVA do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

Deixe um comentário

Por favor, atenção: A moderação de comentário está ativa e pode atrasar a exibição de seu comentário. Não há necessidade de reenviar o comentário.