Publicidade


      Red Apple Cosméticos

      CPV - Centro Paranaense da Visão

      Hospital Cardiológico Costantini

      Hotel Carimã

Twitter @blogdojota


  • 16abr

    GAZETA DO POVO/VIDA NA UNIVERSIDADE

    Feitos de Lula e FHC geram debates acalorados nas aulas. O melhor caminho para interagir é aprender a dialogar e buscar mais informações

    Início de aula. O tema? Política ou economia nos governos dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

    O professor entra em sala e vem o discurso. Se for esquerdista “xiita”, o governo de FHC será traçado como o causador de quase todos os males da humanidade. Por outro lado, se flertar com a direita, dificilmente reconhecerá os acertos de Lula.

    Tanto um como o outro terminará a aula com uma frase do gênero: “Esses são os fatos”.

    Exagero? Quem estudou nos últimos dez anos na área de Humanas em grandes universidades brasileiras sabe que não.

    Essa parcialidade é inofensiva quando os alunos possuem conhecimentos e recursos críticos para avaliar as informações dadas pelo professor, que sabe conviver com interpretações diferentes da sua.

    Torna-se negativa, no entanto, quando a aula se transforma em um palanque político e os estudantes não têm espaço para dar opinião.

    “Não é possível ser totalmente imparcial em sala de aula. Os fatos políticos são os mesmos, mas abrem brecha para interpretações bem diferentes”, avalia o sociólogo Valeriano Mendes Ferreira Costa, professor da Unicamp.

    Costa insiste, no entanto, que o professor tem de procurar abordar os temas cientificamente e não de acordo com suas opiniões pessoais.

    “O professor precisa estar preparado para apresentar pelo menos três ou quatro das principais interpretações mais fortes e comuns de um determinado assunto, mesmo que não concorde com algumas delas”, alerta.

    Análise

    No caso da análise dos governos FHC e Lula, a dificuldade aumenta por ser um período histórico recente, complexo, sobre o qual ainda faltam pesquisas minuciosas.

    “Além disso, estudos têm mostrado que os dois governos se parecem cada vez mais. Não dá para ser radical nem de um lado e nem do outro”, acrescenta Antoninho Caron, coordenador do curso de Administração da FAE Centro Universitário.

    Para os alunos, o melhor é fugir de dois extremos: aceitar qualquer posicionamento sem questionar ou criticar tudo.

    “Alguns universitários são apáticos e apenas repetem as opiniões dos pais, dos amigos. Dessa forma, eles não adquirem o senso crítico necessário para ter uma opinião própria. O caminho para reverter essa situação é o diálogo e a busca de conhecimento”, sugere Ricardo Oliveira, professor da Universidade Federal do Paraná.



    Publicado por jagostinho @ 15:06



Os comentários NÃO representam a opinião do Blog do Jota Agostinho. A responsabilidade é EXCLUSIVA do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

Deixe um comentário

Por favor, atenção: A moderação de comentário está ativa e pode atrasar a exibição de seu comentário. Não há necessidade de reenviar o comentário.