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  • 04abr

    GAZETA DO POVO

    Ducci: autores da ação contra o prefeito podem recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral

    A Justiça Eleitoral do Pa­­raná considerou ontem que o prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), não teve qualquer envolvimento com a suposta prática de caixa 2 na campanha eleitoral de 2008 envolvendo o Comitê Lealdade, formado por dissidentes do PRTB.

    Na época, Ducci era candidato a vice na chapa do então prefeito Beto Richa (PSDB), que concorria à reeleição e que foi apoiado pelo comitê.

    O juiz da 1.ª Zona Elei­­to­­ral de Curitiba, Marcelo Wall­­bach Silva, julgou improcedente o processo movido pelo próprio PRTB e também pelo PT, PMDB, PCdoB e PSC.

    Os partidos pediam a cassação do mandato e dos direitos políticos de Ducci. Cabe recurso da decisão de primeira instância ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).

    O governador Beto Richa (PSDB), que era candidato à reeleição em 2008, já havia sido retirado do processo em 2010, quando deixou o cargo de prefeito para concorrer ao Palácio Iguaçu.

    Na ocasião, a Justiça entendeu que, como ele não era mais prefeito, houve perda do objeto do processo.

    Investigação prossegue

    Apesar da decisão de ontem, o Ministério Público Fe­­­­deral (MPF) e a Polícia Fe­­­deral (PF) continuam a investigar suposto caso de caixa 2 na campanha de 2008.

    O juiz eleitoral Wallbach Silva afirma, no despacho, que há fortes indícios da prática – que consiste em não contabilizar recursos financeiros na prestação de contas do candidato, configuran­­do crime eleitoral.

    “Não se pode olvidar [esquecer], evidentemente, que há nos autos indícios veementes de que houve distribuição de recursos não declarados a ex-candidatos, o que deve ser objeto de investigação e apenamento, desde que comprovado.”

    Os ex-candidatos a que se refere o juiz são os dissidentes do PRTB, que deixaram de concorrer ao cargo de vereador para apoiar a campanha de Richa por meio do Comitê Lealdade.

    O PRTB, naquela eleição, estava formalmente coligado ao PTB do então candidato à prefeitura Fabio Camargo.

    Em 2009, reportagens da Gazeta do Povo e do programa Fantástico, da Rede Globo de Televisão, mostraram vídeos de 23 dissidentes do PRTB recebendo cada um, na sede do Comitê Lealdade, até R$ 1,6 mil das mãos de Alexandre Gardolinski, que era presidente do comitê.

    As imagens foram feitas pelo ex-servidor da prefeitura de Curitiba Rodrigo Oriente, que integrava o comitê.

    Como o dinheiro, supos­­­tamente usado para financiar despesas eleitorais, não apareceu na prestação de contas da eleição, levantou-se a suspeita de caixa 2.

    Mas o juiz eleitoral Wall­­bach Silva entendeu que nenhuma das provas juntadas no processo apontaram qualquer envolvimento de Ducci.

    Todos os depoimentos prestados, cita o juiz na sentença, indicaram para o fato de que em nenhum momento Ducci esteve no Comitê Lealdade ou teve contato com qualquer dos envolvidos.

    A Gazeta do Povo tentou falar ontem com Luciano Ducci sobre a decisão judicial. Mas a assessoria de imprensa do prefeito afirmou que ele não iria se manifestar.



    Publicado por jagostinho @ 09:28



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