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  • 03fev

    JORNALE

    Fábio Junior relata detalhes da tragédia que deixou mais de 70 mortos


    As imagens dos corpos de torcedores mortos chegando ao vestiário do estádio Port Said não saem da cabeça de Fábio Júnior.

    O atacante brasileiro do Al-Ahly esteve na partida que terminou em tragédia com mais de 70 vítimas e centenas de feridos.

    Ele diz que não conseguiu dormir até agora, quase 24 horas após o ocorrido. “Era gente ensanguentada, com a cabeça furada, olho saltado. Foi horrível”, lembrou.

    Fábio Júnior, que marcou o primeiro gol do jogo, ficou seis horas dentro do vestiário do estádio aguardando a chegada do exército para garantir a saída com segurança.

    Durante esse tempo, viu mais de uma dezena de vítimas serem levadas para o local. “Era muito tenso, porque a gente ouvia gente tentando invadir o vestiário também. Achei que o pior ia acontecer”, afirma.

    Nenhum jogador do Al-Ahly ficou ferido. Um funcionário do clube, entretanto, caiu ao tentar fugir do gramado e foi atingido por chutes de torcedores. Ele sofreu um ferimento no olho e quebrou duas costelas.

    “Para dizer a verdade, nem vi o que aconteceu no campo depois do jogo. Só olhei para a frente e corri para o vestiário”, relata Fábio Júnior.

    A batalha entre torcedores aconteceu quando o juiz apitou o final do jogo, vencido por 3 a 1 pelo Al-Masry, e os torcedores invadiram o gramado. Durante a partida também houve invasão.

    “Cada gol que eles faziam, entrava um monte de gente para comemorar. Eu nunca tinha visto aquilo”, conta o brasileiro.

    Ele e os demais jogadores do Al-Ahly só chegaram ao Cairo, capital do país, na madrugada desta quinta-feira, pelo horário local.

    A segurança para a saída do estádio foi garantida por soldados do Exército egípcio. Os atletas tiveram que entrar em tanques e foram levados até a base aérea do Exercito, onde pegaram um avião para voltar.

    Fábio Júnior está há oito meses no Egito. Ele acredita que a briga entre os torcedores tem relação com a queda do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, que deixou o cargo em fevereiro de 2011. Ele está preso desde então.

    “O povo aqui está um pouco louco com isso. O presidente está preso e muita gente é contra”, diz o jogador.

    Segundo ele, há também uma rivalidade muito forte entre o Al-Ahly, time mais vencedor do Egito, com os torcedores dos outros clubes do país. “Todos querem a nossa cabeça”, completa.

    O brasileiro espera deixar o Egito nos próximos dias. O destino deve ser Portugal e depois o Brasil. “Não jogo mais aqui. Acabou para mim”, decretou.

    Publicado por jagostinho @ 18:56



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