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  • 13nov

    GAZETA DO POVO/EUCLIDES LUCAS

    Requião e Richa: ex e atual governador tentaram aumentar taxas do Detran; apenas o tucano conseguiu

    O tucano Beto Richa foi eleito governador do Paraná prometendo iniciar um novo ciclo político no estado, balizado por um “choque de gestão” desde o primeiro dia à frente do Palácio Iguaçu.

    A meta era reduzir as despesas do custeio da máquina administrativa e “fazer mais e melhor gastando menos”.

    Passados mais de dez meses de gestão, porém, a austeridade prometida ficou apenas no discurso.

    E, em vez de se distanciar das práticas do antecessor, Roberto Requião (PMDB), lançou mão de muitas delas.

    A opinião é de especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo.

    Na semana que passou, Richa conseguiu aprovar na Assembleia o aumento nas taxas do Departa­mento Estadual de Trânsito (Detran), sob o argumento de que o dinheiro será investido na segurança.

    Requião havia proposto, sem sucesso, o reajuste de até 250% nas tarifas do Detran.

    Mas as semelhanças entre os dois vêm desde o início da gestão Richa. Logo na composição do secretariado, o tucano nomeou o deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB), ex-líder do governo Requião na Assembleia, como secretário do Trabalho.

    Mais recentemente, contrariando o discurso de enxugamento da máquina, criou 295 cargos em comissão – de indicação política, sem concurso público – e ainda aumentou entre 63% e 128% o salário dos cerca de 4 mil comissionados do governo estadual.

    Poucas ações

    Para o cientista político Luiz Domingos Costa, do Grupo Uninter, o “choque de gestão” prometido em várias campanhas eleitorais pelo país não deveria ser – mas é – visto apenas como um discurso que atrai votos.

    “As promessas de campanha são o principal compromisso informal que o candidato estabelece com o eleitor. Se não colocá-las em prática, ele está rompendo unilateralmente o contrato que foi feito”, afirma.

    “É claro que é um pouco cedo para analisar com mais profundidade o governo Richa. Mas, do ponto de vista do que ele prometeu, ainda não entregou nada.”

    Costa avalia que, assim como no período em que Richa esteve à frente da prefeitura de Curitiba (2005-2010), o agora governador mantém os costumes políticos e o modelo de administração que marcam o Executivo estadual há décadas.

    “Vejo ele com mais capacidade política do que de gestão. No ritmo atual da administração, não enxergo mudanças significativas no horizonte.”

    O cientista político ainda vê uma armadilha no chamado “choque de gestão”, na medida em que a preocupação nesses casos é mais técnica e gerencial do que propriamente em proporcionar benefícios imediatos à população.

    “Mudar números em planilhas é simples, mas isso é muito magro e esvaziado do ponto de vista de resultados para o eleitor. Apenas números não mudam a vida das pessoas.”

    Já o cientista político Mário Sérgio Lepre, da PUCPR, vê como principal falha de Richa a aceitação de que a política paranaense é historicamente fisiológica e que, devido a isso, tudo pode ser resolvido na base da troca.

    “As amarras políticas no governo do estado são muito mais complicadas do que na prefeitura. É muito mais difícil lidar com a exigência de trocas políticas por meio de nomeações”, argumenta.

    “Com o capital político de mudança, de juventude que carrega, o Richa poderia ter posturas mais firmes nesse sentido, mas não as teve.”

    Lepre diz ainda que a excelência na gestão do Paraná, mais do que uma opção, é uma necessidade se quiser mostrar um governo distinto do de Requião.

    “As semelhanças com o Requião podem pesar contra ele numa tentativa de reeleição. Se continuar com essa lógica, que diferencial poderá mostrar na campanha?”, questiona.

    Publicado por jagostinho @ 08:16



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2 Respostas

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  • Elias Glaucio Disse:

    Só mudou a exterior,o interior continua na mesma.

  • Rock Disse:

    Não vejo semelhança nenhuma com Requião esse governava para o povo, já o BetoBoy governa para seu deslunbramento pessoal, ainda não caiu a fichinha ele se acha o rei da cocada preta e se considera blindado contra tudo e todos e cedo ou tarde a casa vai cair e dai não adianta chorar.

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